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		<title>Wiki Cambuí - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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		<title>Wanderley Meyer</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;201.148.255.227: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Wanderley Meyer nasceu em Cambuí, em 21 de fevereiro de 1936, 3º dos 5 filhos de Josefina Meyer e do farmacêutico e poeta Sebastião Meyer, que também nos honra sendo patrono nesta academia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Iniciou seus estudos no querido Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti, onde concluiu o primário em 1946 e teve como professoras Déia Morais e  Maria de Lourdes Magalhães. Ainda não existia colégio aqui em Cambuí e Wanderley, como muitos outros, iniciou o ginásio em Pouso Alegre, no Colégio São José, e concluiu no Colégio São Luís, em Bragança Paulista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou a trabalhar na agência Cambuí do Banco Moreira Salles, de onde foi transferido para São Paulo para concluir o científico. Neste período, trabalhou pela manhã como vigilante no Colégio São Bento, a tarde como correntista na agência Santa Cecília do futuro Unibanco e estudou a noite no Colégio Maria José, onde se formou em 1955.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mudou-se para Alfenas para cursar Farmácia na EFOA, morando com outros cambuienses na República Caminho das Andorinhas, próximo ao colégio das freiras, cujo hábito inspirou este nome.  Além da faculdade, fez um curso de matemática em Guaxupé e deu aulas no Colégio das freiras pela manhã e  no Colégio do Roque à noite. Graduou-se farmacêutico e bioquímico em 1959, aos 24 anos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Após um curso de Direção Escolar  e de Ciências em Belo Horizonte,  tornou-se diretor do recém criado Colégio Antônio Felipe de Salles, em 1961.  Com Dr. Pedro Junqueira Ferraz e outros membros da Sociedade Mantenedora,  concluiu a transformação deste grande empreendimento da cidade em uma Escola Estadual. A cerimônia de inauguração foi em 15 de junho de 1961.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após passar no concurso do Estado, optou por deixar a direção e dedicar-se ao Magistério de Matemática, de onde foi afastado por motivos políticos, segundo ele mesmo, próximo a eleição de 1962.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley trabalhou na Pharmácia São José com seu pai e, mais tarde, abriu, com seu irmão Braz Meyer, a Drogaria Cambuí, onde aposentou-se como farmacêutico em 1986. Como comerciante, ainda teve a Sensação Eletrodomésticos, a Agência de Correios Franquiada Praça Maximiano e a loja Serra Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também participou ativamente de inúmeras atividades comunitárias da Paróquia de Cambuí, das quais destacamos a construção da Fundação Geriátrica Padre Antônio Pascoal, o asilo, que presidiu por vários anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley Meyer comprou o Cine Cambuí em 1960 e, tirando alguns tropeços nos anos 80 e 90, o manteve até hoje.O seu incansável trabalho com o Cine Cambuí é a principal razão de ser o meu escolhido como patrono desta academia, mesmo porque o cinema também é a razão de ter sido eleito como acadêmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cinema em Cambuí existe pelo menos desde 1912 e foi criado pelo Sr. José Luis Tavares da Silveira, patrono desta academia. Mesmo não sendo ininterruptos, seus mais de 100 anos fez história na cidade e isto está refletido nesta academia, em seus membros e em seus patronos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley desde o princípio se preocupou melhorar e modernizar o cinema. Em seu primeiro ano reformou o prédio,  construindo um Pullman, uma marquise na entrada e banheiros, recintos até então inexistentes. O cinema passou a ter capacidade de 400 pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não satisfeito, construiu um novo prédio em 1972, em apenas nove meses. A inauguração foi  em 08 de dezembro de 1973, com a exibição gratuita do filme Sansão e Dalila. O Cine Cambuí agora tem 750 poltronas estofadas, declive natural e uma tela de 16 metros de largura, uma das maiores do país. Este cinema funcionou até 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley reabriu o Cine Cambuí com seus filhos, em 17 de dezembro de 1999. Uma nova reforma reduziu o seu tamanho original para 225 lugares. Os novos tempos exigem mais da qualidade e não da quantidade. Este novo Cine Cambuí já completou 14 anos, está totalmente reformulado e agora inicia o seu processo de digitalização. Com isto, Cambuí continuará a ter o privilégio de pertencer aos 5% das cidades brasileiras que contam com uma sala de cinema. São praticamente 50 anos de dedicação a uma arte que tem o poder de fazer as pessoas sonharem, juntas, ora fugindo da realidade, ora mergulhando nela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em uma cidade do tamanho de Cambuí, o cinema não é somente o espaço dos filmes e Wanderley sempre promoveu ou apoiou todo tipo de atividade cultural. O Cine Teatro Cambuí teve a honra de ser o palco de shows memoráveis como o do Cassino de Sevilha, em 1960, de nosso patrono Paulo Moura e a Fina Flor do Samba, em novembro de 1976, e dos mestres Cartola e Nelson Cavaquinho, em maio de 1977, entre outros. Além disso, Festivais da Canção, Show de Talentos, Formaturas da Escola, Concurso de Miss e muitos outros eventos tiveram lugar no Cine Cambuí. Uma lembrança especial ao cineclube organizado nos anos 80 pelo acadêmico João Eiras no Movimento Cultural Cambuiense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também convidava, no dia das crianças, as escolas da cidade para uma sessão gratuita de um Festival Tom e Jerry. Na época a cidade contava com apenas 3 escolas e 1 ou 2 sessões com o cinema transbordando de crianças era suficiente para fazer a festa da garotada. O Cine Cambuí resgatou  esta tradição e realiza, já há 14 anos, o agora “Mês da Criança”, oferecendo uma sessão de cinema gratuita para todas as crianças de Cambuí e do Córrego, de todas as escolas da cidade e da zona rural. São quase 3000 crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley casou-se em  27 de janeiro de 1962 com Marta Maria de Moraes Meyer, com quem viveu por praticamente 50 anos. Faleceu em 14 de janeiro de 2012 aos 75 anos e nos deixou, além de seu exemplo de vida, 4 filhos e 4 netos, um deles ainda por nascer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley Meyer, meu pai, é hoje o patrono da cadeira 22 de nossa ainda muito jovem Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências. Como uma tela em branco para um pintor ou uma página em branco ao poeta e ao escritor, a história desta academia ainda será escrita, por nós. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Cinema, a tela é sempre branca. É a luz que a ela dá vida e a preenche com os sonhos que quisermos sonhar. Que, junto com outros tão ilustres patronos, Wanderley possa ser esta luz que ilumina o nosso futuro e nos ajuda a imaginar os nossos projetos, a projetar os nossos sonhos e a construir uma academia que faça diferença em nossas vidas e na vida de nossa cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tito Lívio Meyer, 25 de Janeiro de 2014.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>201.148.255.227</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=Wanderley_Meyer&amp;diff=403</id>
		<title>Wanderley Meyer</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;201.148.255.227: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Wanderley Meyer nasceu em Cambuí, em 21 de fevereiro de 1936, 3º dos 5 filhos de Josefina Meyer e do farmacêutico e poeta Sebastião Meyer, que também nos honra sendo patrono nesta academia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Iniciou seus estudos no querido Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti, onde concluiu o primário em 1946 e teve como professoras Déia Morais e  Maria de Lourdes Magalhães. Ainda não existia colégio aqui em Cambuí e Wanderley, como muitos outros, iniciou o ginásio em Pouso Alegre, no Colégio São José, e concluiu no Colégio São Luís, em Bragança Paulista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou a trabalhar na agência Cambuí do Banco Moreira Salles, de onde foi transferido para São Paulo para concluir o científico. Neste período, trabalhou pela manhã como vigilante no Colégio São Bento, a tarde como correntista na agência Santa Cecília do futuro Unibanco e estudou a noite no Colégio Maria José, onde se formou em 1955.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mudou-se para Alfenas para cursar Farmácia na EFOA, morando com outros cambuienses na República Caminho das Andorinhas, próximo ao colégio das freiras, cujo hábito inspirou este nome.  Além da faculdade, fez um curso de matemática em Guaxupé e deu aulas no Colégio das freiras pela manhã e  no Colégio do Roque à noite. Graduou-se farmacêutico e bioquímico em 1959, aos 24 anos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Após um curso de Direção Escolar  e de Ciências em Belo Horizonte,  tornou-se diretor do recém criado Colégio Antônio Felipe de Salles, em 1961.  Com Dr. Pedro Junqueira Ferraz e outros membros da Sociedade Mantenedora,  concluiu a transformação deste grande empreendimento da cidade em uma Escola Estadual. A cerimônia de inauguração foi em 15 de junho de 1961.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após passar no concurso do Estado, optou por deixar a direção e dedicar-se ao Magistério de Matemática, de onde foi afastado por motivos políticos, segundo ele mesmo, próximo a eleição de 1962.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley trabalhou na Pharmácia São José com seu pai e, mais tarde, abriu, com seu irmão Braz Meyer, a Drogaria Cambuí, onde aposentou-se como farmacêutico em 1986. Como comerciante, ainda teve a Sensação Eletrodomésticos, a Agência de Correios Franquiada Praça Maximiano e a loja Serra Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também participou ativamente de inúmeras atividades comunitárias da Paróquia de Cambuí, das quais destacamos a construção da Fundação Geriátrica Padre Antônio Pascoal, o asilo, que presidiu por vários anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Wanderley Meyer comprou o Cine Cambuí em 1960 e, tirando alguns tropeços nos anos 80 e 90, o manteve até hoje.&lt;br /&gt;
 O seu incansável trabalho com o Cine Cambuí é a principal razão de ser o meu escolhido como patrono desta academia,&lt;br /&gt;
 mesmo porque o cinema também é a razão de ter sido eleito como acadêmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cinema em Cambuí existe pelo menos desde 1912 e foi criado pelo Sr. José Luis Tavares da Silveira, patrono desta academia. Mesmo não sendo ininterruptos, seus mais de 100 anos fez história na cidade e isto está refletido nesta academia, em seus membros e em seus patronos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley desde o princípio se preocupou melhorar e modernizar o cinema. Em seu primeiro ano reformou o prédio,  construindo um Pullman, uma marquise na entrada e banheiros, recintos até então inexistentes. O cinema passou a ter capacidade de 400 pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não satisfeito, construiu um novo prédio em 1972, em apenas nove meses. A inauguração foi  em 08 de dezembro de 1973, com a exibição gratuita do filme Sansão e Dalila. O Cine Cambuí agora tem 750 poltronas estofadas, declive natural e uma tela de 16 metros de largura, uma das maiores do país. Este cinema funcionou até 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Wanderley reabriu o Cine Cambuí com seus filhos, em 17 de dezembro de 1999. Uma nova reforma reduziu o seu tamanho original para 225 lugares. Os novos tempos exigem mais da qualidade e não da quantidade. Este novo Cine Cambuí já completou 14 anos, está totalmente reformulado e agora inicia o seu processo de digitalização. Com isto, Cambuí continuará a ter o privilégio de pertencer aos 5% das cidades brasileiras que contam com uma sala de cinema. São praticamente 50 anos de dedicação a uma arte que tem o poder de fazer as pessoas sonharem, juntas, ora fugindo da realidade, ora mergulhando nela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em uma cidade do tamanho de Cambuí, o cinema não é somente o espaço dos filmes e Wanderley sempre promoveu ou apoiou todo tipo de atividade cultural. O Cine Teatro Cambuí teve a honra de ser o palco de shows memoráveis como o do Cassino de Sevilha, em 1960, de nosso patrono Paulo Moura e a Fina Flor do Samba, em novembro de 1976, e dos mestres Cartola e Nelson Cavaquinho, em maio de 1977, entre outros. Além disso, Festivais da Canção, Show de Talentos, Formaturas da Escola, Concurso de Miss e muitos outros eventos tiveram lugar no Cine Cambuí. Uma lembrança especial ao cineclube organizado nos anos 80 pelo acadêmico João Eiras no Movimento Cultural Cambuiense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também convidava, no dia das crianças, as escolas da cidade para uma sessão gratuita de um Festival Tom e Jerry. Na época a cidade contava com apenas 3 escolas e 1 ou 2 sessões com o cinema transbordando de crianças era suficiente para fazer a festa da garotada. O Cine Cambuí resgatou  esta tradição e realiza, já há 14 anos, o agora “Mês da Criança”, oferecendo uma sessão de cinema gratuita para todas as crianças de Cambuí e do Córrego, de todas as escolas da cidade e da zona rural. São quase 3000 crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley casou-se em  27 de janeiro de 1962 com Marta Maria de Moraes Meyer, com quem viveu por praticamente 50 anos. Faleceu em 14 de janeiro de 2012 aos 75 anos e nos deixou, além de seu exemplo de vida, 4 filhos e 4 netos, um deles ainda por nascer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Wanderley Meyer, meu pai, é hoje o patrono da cadeira 22 de nossa ainda muito jovem Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências. Como uma tela em branco para um pintor ou uma página em branco ao poeta e ao escritor, a história desta academia ainda será escrita, por nós. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 No Cinema, a tela é sempre branca. É a luz que a ela dá vida e a preenche com os sonhos que quisermos sonhar. Que, junto com outros tão ilustres patronos, Wanderley possa ser esta luz que ilumina o nosso futuro e nos ajuda a imaginar os nossos projetos, a projetar os nossos sonhos e a construir uma academia que faça diferença em nossas vidas e na vida de nossa cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tito Lívio Meyer, 25 de Janeiro de 2014.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>201.148.255.227</name></author>	</entry>

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		<title>Wanderley Meyer</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;201.148.255.227: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Wanderley Meyer nasceu em Cambuí, em 21 de fevereiro de 1936, 3º dos 5 filhos de Josefina Meyer e do farmacêutico e poeta Sebastião Meyer, que também nos honra sendo patrono nesta academia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Iniciou seus estudos no querido Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti, onde concluiu o primário em 1946 e teve como professoras Déia Morais e  Maria de Lourdes Magalhães. Ainda não existia colégio aqui em Cambuí e Wanderley, como muitos outros, iniciou o ginásio em Pouso Alegre, no Colégio São José, e concluiu no Colégio São Luís, em Bragança Paulista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou a trabalhar na agência Cambuí do Banco Moreira Salles, de onde foi transferido para São Paulo para concluir o científico. Neste período, trabalhou pela manhã como vigilante no Colégio São Bento, a tarde como correntista na agência Santa Cecília do futuro Unibanco e estudou a noite no Colégio Maria José, onde se formou em 1955.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mudou-se para Alfenas para cursar Farmácia na EFOA, morando com outros cambuienses na República Caminho das Andorinhas, próximo ao colégio das freiras, cujo hábito inspirou este nome.  Além da faculdade, fez um curso de matemática em Guaxupé e deu aulas no Colégio das freiras pela manhã e  no Colégio do Roque à noite. Graduou-se farmacêutico e bioquímico em 1959, aos 24 anos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Após um curso de Direção Escolar  e de Ciências em Belo Horizonte,  tornou-se diretor do recém criado Colégio Antônio Felipe de Salles, em 1961.  Com Dr. Pedro Junqueira Ferraz e outros membros da Sociedade Mantenedora,  concluiu a transformação deste grande empreendimento da cidade em uma Escola Estadual. A cerimônia de inauguração foi em 15 de junho de 1961.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após passar no concurso do Estado, optou por deixar a direção e dedicar-se ao Magistério de Matemática, de onde foi afastado por motivos políticos, segundo ele mesmo, próximo a eleição de 1962.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley trabalhou na Pharmácia São José com seu pai e, mais tarde, abriu, com seu irmão Braz Meyer, a Drogaria Cambuí, onde aposentou-se como farmacêutico em 1986. Como comerciante, ainda teve a Sensação Eletrodomésticos, a Agência de Correios Franquiada Praça Maximiano e a loja Serra Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também participou ativamente de inúmeras atividades comunitárias da Paróquia de Cambuí, das quais destacamos a construção da Fundação Geriátrica Padre Antônio Pascoal, o asilo, que presidiu por vários anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Wanderley Meyer comprou o Cine Cambuí em 1960 e, tirando alguns tropeços nos anos 80 e 90, o manteve até hoje.&lt;br /&gt;
O seu incansável trabalho com o Cine Cambuí é a principal razão de ser o meu escolhido como patrono desta academia, mesmo porque o cinema também é a razão de ter sido eleito como acadêmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cinema em Cambuí existe pelo menos desde 1912 e foi criado pelo Sr. José Luis Tavares da Silveira, patrono desta academia. Mesmo não sendo ininterruptos, seus mais de 100 anos fez história na cidade e isto está refletido nesta academia, em seus membros e em seus patronos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley desde o princípio se preocupou melhorar e modernizar o cinema. Em seu primeiro ano reformou o prédio,  construindo um Pullman, uma marquise na entrada e banheiros, recintos até então inexistentes. O cinema passou a ter capacidade de 400 pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não satisfeito, construiu um novo prédio em 1972, em apenas nove meses. A inauguração foi  em 08 de dezembro de 1973, com a exibição gratuita do filme Sansão e Dalila. O Cine Cambuí agora tem 750 poltronas estofadas, declive natural e uma tela de 16 metros de largura, uma das maiores do país. Este cinema funcionou até 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Wanderley reabriu o Cine Cambuí com seus filhos, em 17 de dezembro de 1999. Uma nova reforma reduziu o seu tamanho original para 225 lugares. Os novos tempos exigem mais da qualidade e não da quantidade. Este novo Cine Cambuí já completou 14 anos, está totalmente reformulado e agora inicia o seu processo de digitalização. Com isto, Cambuí continuará a ter o privilégio de pertencer aos 5% das cidades brasileiras que contam com uma sala de cinema. São praticamente 50 anos de dedicação a uma arte que tem o poder de fazer as pessoas sonharem, juntas, ora fugindo da realidade, ora mergulhando nela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em uma cidade do tamanho de Cambuí, o cinema não é somente o espaço dos filmes e Wanderley sempre promoveu ou apoiou todo tipo de atividade cultural. O Cine Teatro Cambuí teve a honra de ser o palco de shows memoráveis como o do Cassino de Sevilha, em 1960, de nosso patrono Paulo Moura e a Fina Flor do Samba, em novembro de 1976, e dos mestres Cartola e Nelson Cavaquinho, em maio de 1977, entre outros. Além disso, Festivais da Canção, Show de Talentos, Formaturas da Escola, Concurso de Miss e muitos outros eventos tiveram lugar no Cine Cambuí. Uma lembrança especial ao cineclube organizado nos anos 80 pelo acadêmico João Eiras no Movimento Cultural Cambuiense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também convidava, no dia das crianças, as escolas da cidade para uma sessão gratuita de um Festival Tom e Jerry. Na época a cidade contava com apenas 3 escolas e 1 ou 2 sessões com o cinema transbordando de crianças era suficiente para fazer a festa da garotada. O Cine Cambuí resgatou  esta tradição e realiza, já há 14 anos, o agora “Mês da Criança”, oferecendo uma sessão de cinema gratuita para todas as crianças de Cambuí e do Córrego, de todas as escolas da cidade e da zona rural. São quase 3000 crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley casou-se em  27 de janeiro de 1962 com Marta Maria de Moraes Meyer, com quem viveu por praticamente 50 anos. Faleceu em 14 de janeiro de 2012 aos 75 anos e nos deixou, além de seu exemplo de vida, 4 filhos e 4 netos, um deles ainda por nascer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Wanderley Meyer, meu pai, é hoje o patrono da cadeira 22 de nossa ainda muito jovem Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências. Como uma tela em branco para um pintor ou uma página em branco ao poeta e ao escritor, a história desta academia ainda será escrita, por nós. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 No Cinema, a tela é sempre branca. É a luz que a ela dá vida e a preenche com os sonhos que quisermos sonhar. Que, junto com outros tão ilustres patronos, Wanderley possa ser esta luz que ilumina o nosso futuro e nos ajuda a imaginar os nossos projetos, a projetar os nossos sonhos e a construir uma academia que faça diferença em nossas vidas e na vida de nossa cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tito Lívio Meyer, 25 de Janeiro de 2014.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>201.148.255.227</name></author>	</entry>

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		<title>Wanderley Meyer</title>
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				<updated>2015-10-03T12:14:18Z</updated>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Wanderley Meyer nasceu em Cambuí, em 21 de fevereiro de 1936, 3º dos 5 filhos de Josefina Meyer e do farmacêutico e poeta Sebastião Meyer, que também nos honra sendo patrono nesta academia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Iniciou seus estudos no querido Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti, onde concluiu o primário em 1946 e teve como professoras Déia Morais e  Maria de Lourdes Magalhães. Ainda não existia colégio aqui em Cambuí e Wanderley, como muitos outros, iniciou o ginásio em Pouso Alegre, no Colégio São José, e concluiu no Colégio São Luís, em Bragança Paulista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou a trabalhar na agência Cambuí do Banco Moreira Salles, de onde foi transferido para São Paulo para concluir o científico. Neste período, trabalhou pela manhã como vigilante no Colégio São Bento, a tarde como correntista na agência Santa Cecília do futuro Unibanco e estudou a noite no Colégio Maria José, onde se formou em 1955.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mudou-se para Alfenas para cursar Farmácia na EFOA, morando com outros cambuienses na República Caminho das Andorinhas, próximo ao colégio das freiras, cujo hábito inspirou este nome.  Além da faculdade, fez um curso de matemática em Guaxupé e deu aulas no Colégio das freiras pela manhã e  no Colégio do Roque à noite. Graduou-se farmacêutico e bioquímico em 1959, aos 24 anos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Após um curso de Direção Escolar  e de Ciências em Belo Horizonte,  tornou-se diretor do recém criado Colégio Antônio Felipe de Salles, em 1961.  Com Dr. Pedro Junqueira Ferraz e outros membros da Sociedade Mantenedora,  concluiu a transformação deste grande empreendimento da cidade em uma Escola Estadual. A cerimônia de inauguração foi em 15 de junho de 1961.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após passar no concurso do Estado, optou por deixar a direção e dedicar-se ao Magistério de Matemática, de onde foi afastado por motivos políticos, segundo ele mesmo, próximo a eleição de 1962.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley trabalhou na Pharmácia São José com seu pai e, mais tarde, abriu, com seu irmão Braz Meyer, a Drogaria Cambuí, onde aposentou-se como farmacêutico em 1986. Como comerciante, ainda teve a Sensação Eletrodomésticos, a Agência de Correios Franquiada Praça Maximiano e a loja Serra Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também participou ativamente de inúmeras atividades comunitárias da Paróquia de Cambuí, das quais destacamos a construção da Fundação Geriátrica Padre Antônio Pascoal, o asilo, que presidiu por vários anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Wanderley Meyer comprou o Cine Cambuí em 1960 e, tirando alguns tropeços nos anos 80 e 90, o manteve até hoje. O seu incansável trabalho com o Cine Cambuí é a principal razão de ser o meu escolhido como patrono desta academia, mesmo porque o cinema também é a razão de ter sido eleito como acadêmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cinema em Cambuí existe pelo menos desde 1912 e foi criado pelo Sr. José Luis Tavares da Silveira, patrono desta academia. Mesmo não sendo ininterruptos, seus mais de 100 anos fez história na cidade e isto está refletido nesta academia, em seus membros e em seus patronos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley desde o princípio se preocupou melhorar e modernizar o cinema. Em seu primeiro ano reformou o prédio,  construindo um Pullman, uma marquise na entrada e banheiros, recintos até então inexistentes. O cinema passou a ter capacidade de 400 pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não satisfeito, construiu um novo prédio em 1972, em apenas nove meses. A inauguração foi  em 08 de dezembro de 1973, com a exibição gratuita do filme Sansão e Dalila. O Cine Cambuí agora tem 750 poltronas estofadas, declive natural e uma tela de 16 metros de largura, uma das maiores do país. Este cinema funcionou até 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Wanderley reabriu o Cine Cambuí com seus filhos, em 17 de dezembro de 1999. Uma nova reforma reduziu o seu tamanho original para 225 lugares. Os novos tempos exigem mais da qualidade e não da quantidade. Este novo Cine Cambuí já completou 14 anos, está totalmente reformulado e agora inicia o seu processo de digitalização. Com isto, Cambuí continuará a ter o privilégio de pertencer aos 5% das cidades brasileiras que contam com uma sala de cinema. São praticamente 50 anos de dedicação a uma arte que tem o poder de fazer as pessoas sonharem, juntas, ora fugindo da realidade, ora mergulhando nela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em uma cidade do tamanho de Cambuí, o cinema não é somente o espaço dos filmes e Wanderley sempre promoveu ou apoiou todo tipo de atividade cultural. O Cine Teatro Cambuí teve a honra de ser o palco de shows memoráveis como o do Cassino de Sevilha, em 1960, de nosso patrono Paulo Moura e a Fina Flor do Samba, em novembro de 1976, e dos mestres Cartola e Nelson Cavaquinho, em maio de 1977, entre outros. Além disso, Festivais da Canção, Show de Talentos, Formaturas da Escola, Concurso de Miss e muitos outros eventos tiveram lugar no Cine Cambuí. Uma lembrança especial ao cineclube organizado nos anos 80 pelo acadêmico João Eiras no Movimento Cultural Cambuiense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também convidava, no dia das crianças, as escolas da cidade para uma sessão gratuita de um Festival Tom e Jerry. Na época a cidade contava com apenas 3 escolas e 1 ou 2 sessões com o cinema transbordando de crianças era suficiente para fazer a festa da garotada. O Cine Cambuí resgatou  esta tradição e realiza, já há 14 anos, o agora “Mês da Criança”, oferecendo uma sessão de cinema gratuita para todas as crianças de Cambuí e do Córrego, de todas as escolas da cidade e da zona rural. São quase 3000 crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley casou-se em  27 de janeiro de 1962 com Marta Maria de Moraes Meyer, com quem viveu por praticamente 50 anos. Faleceu em 14 de janeiro de 2012 aos 75 anos e nos deixou, além de seu exemplo de vida, 4 filhos e 4 netos, um deles ainda por nascer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Wanderley Meyer, meu pai, é hoje o patrono da cadeira 22 de nossa ainda muito jovem Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências. Como uma tela em branco para um pintor ou uma página em branco ao poeta e ao escritor, a história desta academia ainda será escrita, por nós. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 No Cinema, a tela é sempre branca. É a luz que a ela dá vida e a preenche com os sonhos que quisermos sonhar. Que, junto com outros tão ilustres patronos, Wanderley possa ser esta luz que ilumina o nosso futuro e nos ajuda a imaginar os nossos projetos, a projetar os nossos sonhos e a construir uma academia que faça diferença em nossas vidas e na vida de nossa cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tito Lívio Meyer, 25 de Janeiro de 2014.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>201.148.255.227</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=Wanderley_Meyer&amp;diff=400</id>
		<title>Wanderley Meyer</title>
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				<updated>2015-10-03T12:12:55Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;201.148.255.227: Biografia de Wanderley Meyer -Patrono da ACLAC&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Wanderley Meyer nasceu em Cambuí, em 21 de fevereiro de 1936, 3º dos 5 filhos de Josefina Meyer e do farmacêutico e poeta Sebastião Meyer, que também nos honra sendo patrono nesta academia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Iniciou seus estudos no querido Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti, onde concluiu o primário em 1946 e teve como professoras Déia Morais e  Maria de Lourdes Magalhães. Ainda não existia colégio aqui em Cambuí e Wanderley, como muitos outros, iniciou o ginásio em Pouso Alegre, no Colégio São José, e concluiu no Colégio São Luís, em Bragança Paulista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começou a trabalhar na agência Cambuí do Banco Moreira Salles, de onde foi transferido para São Paulo para concluir o científico. Neste período, trabalhou pela manhã como vigilante no Colégio São Bento, a tarde como correntista na agência Santa Cecília do futuro Unibanco e estudou a noite no Colégio Maria José, onde se formou em 1955.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mudou-se para Alfenas para cursar Farmácia na EFOA, morando com outros cambuienses na República Caminho das Andorinhas, próximo ao colégio das freiras, cujo hábito inspirou este nome.  Além da faculdade, fez um curso de matemática em Guaxupé e deu aulas no Colégio das freiras pela manhã e  no Colégio do Roque à noite. Graduou-se farmacêutico e bioquímico em 1959, aos 24 anos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Após um curso de Direção Escolar  e de Ciências em Belo Horizonte,  tornou-se diretor do recém criado Colégio Antônio Felipe de Salles, em 1961.  Com Dr. Pedro Junqueira Ferraz e outros membros da Sociedade Mantenedora,  concluiu a transformação deste grande empreendimento da cidade em uma Escola Estadual. A cerimônia de inauguração foi em 15 de junho de 1961.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Após passar no concurso do Estado, optou por deixar a direção e dedicar-se ao Magistério de Matemática, de onde foi afastado por motivos políticos, segundo ele mesmo, próximo a eleição de 1962.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley trabalhou na Pharmácia São José com seu pai e, mais tarde, abriu, com seu irmão Braz Meyer, a Drogaria Cambuí, onde aposentou-se como farmacêutico em 1986. Como comerciante, ainda teve a Sensação Eletrodomésticos, a Agência de Correios Franquiada Praça Maximiano e a loja Serra Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também participou ativamente de inúmeras atividades comunitárias da Paróquia de Cambuí, das quais destacamos a construção da Fundação Geriátrica Padre Antônio Pascoal, o asilo, que presidiu por vários anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley Meyer comprou o Cine Cambuí em 1960 e, tirando alguns tropeços nos anos 80 e 90, o manteve até hoje. O seu incansável trabalho com o Cine Cambuí é a principal razão de ser o meu escolhido como patrono desta academia, mesmo porque o cinema também é a razão de ter sido eleito como acadêmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cinema em Cambuí existe pelo menos desde 1912 e foi criado pelo Sr. José Luis Tavares da Silveira, patrono desta academia. Mesmo não sendo ininterruptos, seus mais de 100 anos fez história na cidade e isto está refletido nesta academia, em seus membros e em seus patronos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley desde o princípio se preocupou melhorar e modernizar o cinema. Em seu primeiro ano reformou o prédio,  construindo um Pullman, uma marquise na entrada e banheiros, recintos até então inexistentes. O cinema passou a ter capacidade de 400 pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não satisfeito, construiu um novo prédio em 1972, em apenas nove meses. A inauguração foi  em 08 de dezembro de 1973, com a exibição gratuita do filme Sansão e Dalila. O Cine Cambuí agora tem 750 poltronas estofadas, declive natural e uma tela de 16 metros de largura, uma das maiores do país. Este cinema funcionou até 1991.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley reabriu o Cine Cambuí com seus filhos, em 17 de dezembro de 1999. Uma nova reforma reduziu o seu tamanho original para 225 lugares. Os novos tempos exigem mais da qualidade e não da quantidade. Este novo Cine Cambuí já completou 14 anos, está totalmente reformulado e agora inicia o seu processo de digitalização. Com isto, Cambuí continuará a ter o privilégio de pertencer aos 5% das cidades brasileiras que contam com uma sala de cinema. São praticamente 50 anos de dedicação a uma arte que tem o poder de fazer as pessoas sonharem, juntas, ora fugindo da realidade, ora mergulhando nela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em uma cidade do tamanho de Cambuí, o cinema não é somente o espaço dos filmes e Wanderley sempre promoveu ou apoiou todo tipo de atividade cultural. O Cine Teatro Cambuí teve a honra de ser o palco de shows memoráveis como o do Cassino de Sevilha, em 1960, de nosso patrono Paulo Moura e a Fina Flor do Samba, em novembro de 1976, e dos mestres Cartola e Nelson Cavaquinho, em maio de 1977, entre outros. Além disso, Festivais da Canção, Show de Talentos, Formaturas da Escola, Concurso de Miss e muitos outros eventos tiveram lugar no Cine Cambuí. Uma lembrança especial ao cineclube organizado nos anos 80 pelo acadêmico João Eiras no Movimento Cultural Cambuiense.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley também convidava, no dia das crianças, as escolas da cidade para uma sessão gratuita de um Festival Tom e Jerry. Na época a cidade contava com apenas 3 escolas e 1 ou 2 sessões com o cinema transbordando de crianças era suficiente para fazer a festa da garotada. O Cine Cambuí resgatou  esta tradição e realiza, já há 14 anos, o agora “Mês da Criança”, oferecendo uma sessão de cinema gratuita para todas as crianças de Cambuí e do Córrego, de todas as escolas da cidade e da zona rural. São quase 3000 crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley casou-se em  27 de janeiro de 1962 com Marta Maria de Moraes Meyer, com quem viveu por praticamente 50 anos. Faleceu em 14 de janeiro de 2012 aos 75 anos e nos deixou, além de seu exemplo de vida, 4 filhos e 4 netos, um deles ainda por nascer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wanderley Meyer, meu pai, é hoje o patrono da cadeira 22 de nossa ainda muito jovem Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências. Como uma tela em branco para um pintor ou uma página em branco ao poeta e ao escritor, a história desta academia ainda será escrita, por nós. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Cinema, a tela é sempre branca. É a luz que a ela dá vida e a preenche com os sonhos que quisermos sonhar. Que, junto com outros tão ilustres patronos, Wanderley possa ser esta luz que ilumina o nosso futuro e nos ajuda a imaginar os nossos projetos, a projetar os nossos sonhos e a construir uma academia que faça diferença em nossas vidas e na vida de nossa cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tito Lívio Meyer, 25 de Janeiro de 2014.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>201.148.255.227</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=Cine_Cambu%C3%AD&amp;diff=145</id>
		<title>Cine Cambuí</title>
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				<updated>2015-09-28T11:36:19Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;201.148.255.227: Cine Cambuí - O Nascimento de uma tradição&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Cine Cambuí - O Nascimento de uma tradição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Cidade de Cambuí nasceu como uma parada entre Camanducaia e Pouso Alegre, e recebeu este nome devido as árvores que povoavam as margens do Rio das Antas. Seu nome significa &amp;quot;a planta ou a folha que se desprende&amp;quot;. Em 1813, o Capitão Joaquim José de Moraes doou um terreno para ser construída a capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo, no local hoje conhecido por Cambuí-Velho. Devido a um &amp;quot;relevo pouco propício&amp;quot;, o arraial foi transferido, em 1834, para &amp;quot;o alto de uma colina cujo platô era adequado à edificação da praça principal do povoado&amp;quot;. Foi construída uma nova capela em torno da qual cresceu a cidade que hoje conhecemos.        &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1912, Cambuí ainda era administrada pelo Presidente da Câmara Municipal, apesar de  já contar com  20 anos de emancipação como Cidade.  A População urbana era de menos de 1500 pessoas, com 80% de analfabetos. Há apenas 2 anos a cidade contava com um Grupo Escolar, o atual Dr. Carlos Cavalcanti. É neste cenário que surge a primeira sala de cinema em Cambuí. Devem ter ocorrido sessões de cinema ambulante anteriores a esta data, mas não existem informações a este respeito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na verdade, pouco sabemos desta história, pois poucas pessoas daquela época ainda estão vivas e eram muito crianças para lembrarem-se com clareza. Sabemos o que nos contam as fotografias, os jornais e os poucos livros escritos sobre o assunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Praça da Matriz era um descampado de terra, cercado de arame farpado. Não havia uma única árvore para amenizar o calor. A Igreja, modesta, possuía um torre solitária que fazia sombra a imagem do Cristo que chamava os fiéis a frente de sua porta principal. Ao lado da Igreja, funcionava o Mercado Municipal. Mesmo assim, Cambuí possuía um jornal semanal, chamado Correio do Povo e editado pelo Dr. Dráuzio de Alcântara e José Alexandre de Moraes. Dele, restam apenas 2 exemplares conhecidos: de dezembro de 1911 e julho de 1912, então em seu número 37. É neste número que encontramos uma propaganda do Recreio Cinema. Não podemos precisar sua inauguração, mas ocorreu antes desta data, 14 de Julho de 1912.  Funcionava no largo atrás da Igreja Matriz, onde funcionava o mercado. O Recreio Cinema era de propriedade do Major José Luiz Tavares da Silveira, farmacêutico formado em Ouro Preto, na época capital de Minas Gerais, antigo Juiz de Paz e presidente da Câmara Municipal no século XIX.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os longa-metragens ainda não existiam e podemos imaginar que a programação era composta de curtas-metragens estrangeiros, baseado nesta única propaganda da época. Os filmes ainda eram mudos e o seriam ainda por muitos anos, o que nos trará muitas histórias ainda a serem contadas. O programa de variedades era composto de dois filmes dramáticos, um natural e um cômico, e ainda mais filmes a sua escolha. É estranho haver um estoque de filmes para ser exibido ao gosto do freguês. Nesta época os filmes ainda podiam ser comprados, e é possível que, junto com os projetores, o proprietário tenha adquirido alguns filmes. Provavelmente, também, o cinema funcionasse somente aos domingos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1912, o acesso a Cambuí era por caminhos de tropas de burros. Uma viagem levava dias, enfrentando lama e cansaço. Poucas pessoas, àquela época, conheciam outros lugares exceto a própria cidade. Logo, imagens de costumes religiosos da Pérsia talvez fossem o que mais chamasse a atenção. Ainda hoje, com toda a globalização que nos trouxe a TV, os costumes árabes  do Irã, Iraque e região nos causam estranhamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Naquele tempo, o cinema era o grande propagador de imagens, e as pessoas somente poderiam conhecer a Pérsia e outros lugares exóticos no cinema, além da própria cidade de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Capital Federal. Levindo Lambert nos conta, em matéria publicada no Jornal &amp;quot;A Montanha&amp;quot;, de 30/02/49:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot; A inauguração do cinema foi um acontecimento de grande ressonância em Cambuí e seus arredores. Instalara-o uma empresa, de que era presidente o saudoso farmacêutico José Luiz Tavares da Silveira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os trabalhos técnicos foram feitos pela inteligência brilhante de João Batista Corrêa, mais tarde substituído pelo não menos inteligente Lázaro Silva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não havia luz elétrica na cidade. Um motor a gasolina produzia a luz interna e externa e acionava o projetor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A banda de Música do Zeca Preto rompia um dobrado nos confins da Rua Coronel Lambert e marchava para o cinema arrastando já um punhado de assistentes. A Igreja se esvaziava e Frei Marcolino Dorelli, carmelita descalço, pregava zangado:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Calígula tinha um cavalo chamado Incitatus. Elegeu o cavalo Senador de Roma e dava banquetes, comidas finas e bebidas gostosas. Mas o cavalo relinchava e pateava quando via um feixe de alfafa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E concluiu cheio de humor:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O Povo de Cambuí é como o cavalo de Calígula: deixa a Igreja para procurar o Cinema...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não adiantava a arenga do frade ingênuo e bom. O povo largava a reza e acompanhava mesmo a Banda de Música, a caminho do cinema.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cinema foi palco de várias outras atividades em nossa cidade, desde sempre. Levindo Lambert transcreve em seu livro matéria relativa a festa da Bandeira, realizada pelo Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti e publicada no Jornal &amp;quot;Correio do Sul&amp;quot;, de Camanducaia, &amp;quot; em 1913:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
     &amp;quot;A NOITE - Ao anoitecer já o Recreio Cinema, caprichosamente iluminado, atraía as visitas de todos que convergiam para aquela casa de diversão, a fim de assistirem a continuação das festas, cujo programa foi fielmente observado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    O Palco estava deslumbrante e o seu conjunto era de um efeito surpreendente e admirável bom gosto que presidiu a colocação de cortinas, bandeiras e flores artisticamente manufaturadas.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cambuí, àquela época, não tinha energia elétrica. Por &amp;quot;caprichosamente iluminado&amp;quot; podemos deduzir que havia um gerador que alimentava o projetor e servia também para iluminar o largo em frente. Levindo cita que o êxito alcançado pelo cinema com o gerador a gasolina, &amp;quot;sugeria à municipalidade a aquisição de gerador potente para a iluminação pública, particular e urbana. E isso foi feito, com algum êxito. A luz era dada aos usuários e logradouros até às 23 horas. Esse sistema perdurou até 1924.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aproximadamente em 1915, na gestão do Sr. Silvério Bento da Silva como presidente da câmara, houve uma  transferência dos locais entre o Mercado Municipal e o Cinema, bastante polêmica por sinal. É fato que o Mercado precisava sair do meio da praça, por razões de higiene. Foi então que o Mercado instalou-se no largo que hoje leva seu nome (apesar de hoje não mais existir) e o cinema veio para o endereço onde fincou raízes e permaneceu até os dias atuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É claro que muitas mudanças ocorreram em quase 90 anos de história. Diversos proprietários, muitas mudanças, muitos percalços, mas também muitas histórias engraçadas, singelas... porque muitas vidas passaram pelo &amp;quot;Cine Cambuí&amp;quot;. Ele sempre fez parte de nossa história e, como são muitos os anos, estamos apenas no começo.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>201.148.255.227</name></author>	</entry>

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