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		<title>Wiki Cambuí - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus''. &lt;br /&gt;
 '' Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes:'' &lt;br /&gt;
 '' Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos,'' &lt;br /&gt;
 '' e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.''''('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus''. &lt;br /&gt;
 ''Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes:'' &lt;br /&gt;
 '' Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos,'' &lt;br /&gt;
 '' e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.''''('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus''. &lt;br /&gt;
 '' ''Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes:'' &lt;br /&gt;
 '' Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos,'' &lt;br /&gt;
 '' e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.''''('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus''. &lt;br /&gt;
 '' ''Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes:'' &lt;br /&gt;
 ''Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos,'' &lt;br /&gt;
 ''e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.''''('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''24'' ''&amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus''. &lt;br /&gt;
 ''25'' ''Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes:'' &lt;br /&gt;
 ''Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos,'' &lt;br /&gt;
 ''e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.''''('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=704</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-09T12:53:40Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 - Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=703</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-09T12:53:18Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;# [== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 - Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=702</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-09T12:52:56Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;*[== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 - Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;# == Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 - Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Lendas urbanas</title>
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				<updated>2015-10-09T09:59:26Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''24'' &amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. &lt;br /&gt;
 ''25'' Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: &lt;br /&gt;
 Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, &lt;br /&gt;
 e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.''('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''24'' &amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. &lt;br /&gt;
 ''25'' Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: &lt;br /&gt;
 Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, &lt;br /&gt;
 e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.''('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''24'' &amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. &lt;br /&gt;
 ''25'' Disseram-lhe, pois, os outros discípulos:Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: &lt;br /&gt;
 Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, &lt;br /&gt;
 e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.''('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''24'' &amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. &lt;br /&gt;
 ''25'' Disseram-lhe, pois, os outros discípulos:Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: &lt;br /&gt;
 Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, &lt;br /&gt;
 e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<title>Lendas urbanas</title>
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				<updated>2015-10-09T09:57:03Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''24'' &amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. &lt;br /&gt;
 ''25'' Disseram-lhe, pois, os outros discípulos:Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não    puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=Lendas_urbanas&amp;diff=695</id>
		<title>Lendas urbanas</title>
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				<updated>2015-10-09T09:56:23Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
 ''24'' &amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. ''25'' Disseram-lhe, pois, os outros discípulos:             Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=694</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-09T09:53:44Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 - Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=693</id>
		<title>O Montanhês</title>
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				<updated>2015-10-09T09:52:34Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;José do Carmo Eiras (1917-2006),  o ''Zé Montanha'', ganhou este apelido por ter sido gerente da '''A Montanha''', jornal semanal que circulou em Cambuí entre abril de 1948 a dezembro de 1950. O jornal tinha como diretor-responsávei o deputado Milton Salles, da UDN, e, além de fazer o jornal como tipógrafo, Eiras publicou vários poemas satíricos assinados como ''Montanhês''. Os poemas tinham dupla função: satirizar os políticos adversários e preencher os espaços em branco conhecidos como “calhau” na gíria dos gráficos.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se na oposição estava a '''A Montanha''', na situação tinha '''A Gazeta''', dirigida pelo advogado Haley Lopes Bello e tendo como tipógrafo Pedro Nogueira, que obviamente  passou a ser conhecido como ''Pedro Gazeta''. E é sobre um escorregão deste jornal, que o ''Montanhês'' satiriza pela primeira vez em 5 de dezembro de 1948.  Um certo réu teria sido “absorvido&amp;quot; pelo advogado Bello.&lt;br /&gt;
		&lt;br /&gt;
 ''Eis um ‘belo’ advogado''  &lt;br /&gt;
 ''Que põe alma na defesa''  &lt;br /&gt;
 ''E o homem - tento contado -'' &lt;br /&gt;
 ''Vai pra rua com certeza...'' &lt;br /&gt;
 ''Pois manejando o Direito''  &lt;br /&gt;
 ''Vejam só, meu Deus do céu –'' &lt;br /&gt;
 ''É preciso ser perfeito''  &lt;br /&gt;
 ''Para ‘absorver’ o réu!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Numa nota no pé do poema, o ''Montanhês'' avisa que &amp;quot;absorvido&amp;quot; quer dizer &amp;quot;engolido, consumido, recolhido em si&amp;quot;). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No poema seguinte ('''A Montanha''', nº 34, 121248), o ''Montanhês'' satiriza a ordem do prefeito do PSD, João Batista Lopes, para que o Posto de Saúde só funcionasse do meio-dia às 16 horas. Há no poema uma notável atualidade sobre a saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Muito bem, Senhor Prefeito!''&lt;br /&gt;
 ''Tudo tem que ser bem feito''  &lt;br /&gt;
 ''Ordem em tudo, isto sim!''  &lt;br /&gt;
 ''Somente o que não tem hora''  &lt;br /&gt;
 ''E que entra noite afora''  &lt;br /&gt;
 ''É bilhar ou botequim''  &lt;br /&gt;
 ''Se é pobre, cambuiense''&lt;br /&gt;
 ''O Posto é teu, te pertence''  &lt;br /&gt;
 ''Respeita, porém, o trato:''  &lt;br /&gt;
 ''Se tu ficares doente''  &lt;br /&gt;
 ''Assim, sem mais, de repente''  &lt;br /&gt;
 ''‘Tem que ser’ das doze às quatro!''  &lt;br /&gt;
 ''Se tiveres congestão''  &lt;br /&gt;
 ''Ou mesmo intoxicação''  &lt;br /&gt;
 ''Dor de calo, ou outra dor''  &lt;br /&gt;
 ''Podes ficar sossegado''  &lt;br /&gt;
 ''Serás logo medicado''  &lt;br /&gt;
 ''No Posto pelo doutor''  &lt;br /&gt;
 ''Mas, por Deus, tenhas juízo!''  &lt;br /&gt;
 ''Lembras-te sempre do aviso''  &lt;br /&gt;
 ''Esquecê-lo é fatal!''  &lt;br /&gt;
 ''Se chegares adoecer''  &lt;br /&gt;
 ''É preciso, ‘tem que ser''’  &lt;br /&gt;
 ''das doze às quatro! Que tal?!...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de dezembro de 1948, a sátira do ''Montanhês'' ataca o prefeito naquilo que é matéria-prima de todas as sátiras: a moralidade pública. Caminhões do prefeito estariam sendo pagos por serviços prestados à Prefeitura sem concorrência. No meio da sátira, os trocadilhos com a palavra &amp;quot;sal&amp;quot; se referem ao contrabando do produto feito durante a Segunda Guerra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; domingo vinha''  &lt;br /&gt;
 ''Distribuindo louvaminha'' &lt;br /&gt;
 ''Ao nosso &amp;quot;caro&amp;quot; prefeito:''  &lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;No começo foi ferreiro..''.  &lt;br /&gt;
 ''Em ser honesto, o primeiro:''  &lt;br /&gt;
 ''Homem limpo e é direito!...'' &lt;br /&gt;
 ''Depois num grande salseiro''  &lt;br /&gt;
 ''Quem ganhou muito dinheiro''  &lt;br /&gt;
 ''Com a guerra, aos montões?''  &lt;br /&gt;
 ''Salvando esse salvatério''  &lt;br /&gt;
 ''Do comentário, o critério''  &lt;br /&gt;
 ''Do caso dos caminhões!''  &lt;br /&gt;
 ''Co'esse recurso confuso'',  &lt;br /&gt;
 ''De guerra... caminho escuso...''  &lt;br /&gt;
 ''Câmbio negro... (Que embrulhões!)''  &lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; deu resposta''  &lt;br /&gt;
 ''À história (sem proposta)''  &lt;br /&gt;
 ''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
 ''Vale à salvante embrulhada''  &lt;br /&gt;
 ''(Lenga-lenga salmodiada)''  &lt;br /&gt;
 ''Que &amp;quot;inocenta&amp;quot; os chefões!''  &lt;br /&gt;
 ''Salvaguarda da aparência''  &lt;br /&gt;
 ''(Salário sem concorrência)''  &lt;br /&gt;
 ''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
 ''Que o Prefeito foi ferreiro'' &lt;br /&gt;
 ''Teve...e tem dinheiro...'' &lt;br /&gt;
 ''De acordo, sem senões!...'' &lt;br /&gt;
 ''Mas — que diabo! — em que ficou''  &lt;br /&gt;
 ''(&amp;quot;A Montanha&amp;quot; publicou)''  &lt;br /&gt;
 ''O caso dos caminhões?...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No número seguinte, de 26 de dezembro de 1948, o ''Montanhês'' volta a pegar um besterol publicado na '''A Gazeta'''. O jornal do PSD, através do seu colunista &amp;quot;Mutuca&amp;quot; (Não se sabe até hoje a identidade correta do &amp;quot;Mutuca&amp;quot;, entretanto as suspeitas recaem sobre Antônio Anastácio de Moraes, o &amp;quot;Tonho do Nico&amp;quot;, funcionário publico), deseja que o número de placas colocadas em Cambuí pelo prefeito João Lopes seja bem maior do que as colo¬cadas pelo ex-prefeito, também do PSD, José Nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''De São Paulo, o Mutuca''  &lt;br /&gt;
 ''Em carta, agora, cutuca''  &lt;br /&gt;
 ''O prefeito a emplacamento''  &lt;br /&gt;
 ''Placas e placas sem fim:''  &lt;br /&gt;
 ''‘Placas em tudo! Vá por mim''  &lt;br /&gt;
 ''Siga o José Nascimento’''  &lt;br /&gt;
 ''Quanto a isso, não contesto''  &lt;br /&gt;
 ''E a favor me manifesto''  &lt;br /&gt;
 ''Do tal da placamania!''  &lt;br /&gt;
 ''Meteu placa em todo o lado''  &lt;br /&gt;
 ''Da cadeia ao mercado...''  &lt;br /&gt;
 ''Salve o ‘ex’ da placaria!...'' &lt;br /&gt;
 ''E aqueles que inda virão''  &lt;br /&gt;
 ''É certo, lembrar-se-ão''  &lt;br /&gt;
 ''Desse governo a...placável''  &lt;br /&gt;
 ''Que com placa...bilidade''  &lt;br /&gt;
 ''Governou nossa cidade''  &lt;br /&gt;
 ''Fazendo tudo notável''  &lt;br /&gt;
 ''Segui-lo deve o Prefeito''  &lt;br /&gt;
 ''Emplaque todo o seu feito''  &lt;br /&gt;
 ''Eis uma ideia aplicável'' &lt;br /&gt;
 ''E não quero implicar:''  &lt;br /&gt;
 ''Tente com a placa aplacar''  &lt;br /&gt;
 ''O murmúrio im...placável.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O último poema do &amp;quot;Montanhês&amp;quot; apareceu no número 37 de '''A Montanha''', de 2 de janeiro de 1949. Um surpreendente defeito mecânico num gramofone revela o político.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Possuía meu conhecido''  &lt;br /&gt;
 ''Alguns discos e um gramofone''  &lt;br /&gt;
 ''E ao sentir-se aborrecido''  &lt;br /&gt;
 ''Entediado ou mesmo insone''  &lt;br /&gt;
 ''Infalível ser ouvido''  &lt;br /&gt;
 ''Para as mágoas espantar''  &lt;br /&gt;
 ''Polcas e valsas chorosas''  &lt;br /&gt;
 ''Dessas próprias pra ninar...'' &lt;br /&gt;
 ''E o que mais me divertia''  &lt;br /&gt;
 ''(Ficando ele atrapalhado)''  &lt;br /&gt;
 ''Era um disco em qual se ouvia''  &lt;br /&gt;
 ''Um discurso tão gozado''  &lt;br /&gt;
 ''Dum político que existia''  &lt;br /&gt;
 ''Numa vila, o Sô Leutério''  &lt;br /&gt;
 ''Nele o tal se elogiava''  &lt;br /&gt;
 ''E num rompante exclamava''  &lt;br /&gt;
 ''- Eu sou um homem muito sério!''  &lt;br /&gt;
 ''É que tanto ele tocava''  &lt;br /&gt;
 ''O disco veio a estragar.'' &lt;br /&gt;
 ''A agulha não avançava''  &lt;br /&gt;
 ''E o pobre do Só Leutério''  &lt;br /&gt;
 ''Começando a discursar''  &lt;br /&gt;
 ''Exclamava sem cessar''  &lt;br /&gt;
 &amp;quot;''Sério... sério... sério...&amp;quot;'' &lt;br /&gt;
 ''Assim é o caso presente''  &lt;br /&gt;
 ''Da Gazeta com o Prefeito''  &lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;Homem honesto e direito?&amp;quot;''  &lt;br /&gt;
 ''Ele somente! Ele só...mente&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Montanha, jornal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Gazeta, jornal]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=692</id>
		<title>O Montanhês</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=692"/>
				<updated>2015-10-09T09:51:55Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;José do Carmo Eiras (1917-2006),  o ''Zé Montanha'', ganhou este apelido por ter sido gerente da '''A Montanha''', jornal semanal que circulou em Cambuí entre abril de 1948 a dezembro de 1950. O jornal tinha como diretor-responsávei o deputado Milton Salles, da UDN, e, além de fazer o jornal como tipógrafo, Eiras publicou vários poemas satíricos assinados como ''Montanhês''. Os poemas tinham dupla função: satirizar os políticos adversários e preencher os espaços em branco conhecidos como “calhau” na gíria dos gráficos.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se na oposição estava a '''A Montanha''', na situação tinha '''A Gazeta''', dirigida pelo advogado Haley Lopes Bello e tendo como tipógrafo Pedro Nogueira, que obviamente  passou a ser conhecido como ''Pedro Gazeta''. E é sobre um escorregão deste jornal, que o ''Montanhês'' satiriza pela primeira vez em 5 de dezembro de 1948.  Um certo réu teria sido “absorvido&amp;quot; pelo advogado Bello.&lt;br /&gt;
		&lt;br /&gt;
 ''Eis um ‘belo’ advogado''  &lt;br /&gt;
 ''Que põe alma na defesa''  &lt;br /&gt;
 ''E o homem - tento contado -'' &lt;br /&gt;
 ''Vai pra rua com certeza...'' &lt;br /&gt;
 ''Pois manejando o Direito''  &lt;br /&gt;
 ''Vejam só, meu Deus do céu –'' &lt;br /&gt;
 ''É preciso ser perfeito''  &lt;br /&gt;
 ''Para ‘absorver’ o réu!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Numa nota no pé do poema, o ''Montanhês'' avisa que &amp;quot;absorvido&amp;quot; quer dizer &amp;quot;engolido, consumido, recolhido em si&amp;quot;). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No poema seguinte ('''A Montanha''', nº 34, 121248), o ''Montanhês'' satiriza a ordem do prefeito do PSD, João Batista Lopes, para que o Posto de Saúde só funcionasse do meio-dia às 16 horas. Há no poema uma notável atualidade sobre a saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Muito bem, Senhor Prefeito!''&lt;br /&gt;
 ''Tudo tem que ser bem feito''  &lt;br /&gt;
 ''Ordem em tudo, isto sim!''  &lt;br /&gt;
 ''Somente o que não tem hora''  &lt;br /&gt;
 ''E que entra noite afora''  &lt;br /&gt;
 ''É bilhar ou botequim''  &lt;br /&gt;
 ''Se é pobre, cambuiense''&lt;br /&gt;
 ''O Posto é teu, te pertence''  &lt;br /&gt;
 ''Respeita, porém, o trato:''  &lt;br /&gt;
 ''Se tu ficares doente''  &lt;br /&gt;
 ''Assim, sem mais, de repente''  &lt;br /&gt;
 ''‘Tem que ser’ das doze às quatro!''  &lt;br /&gt;
 ''Se tiveres congestão''  &lt;br /&gt;
 ''Ou mesmo intoxicação''  &lt;br /&gt;
 ''Dor de calo, ou outra dor''  &lt;br /&gt;
 ''Podes ficar sossegado''  &lt;br /&gt;
 ''Serás logo medicado''  &lt;br /&gt;
 ''No Posto pelo doutor''  &lt;br /&gt;
 ''Mas, por Deus, tenhas juízo!''  &lt;br /&gt;
 ''Lembras-te sempre do aviso''  &lt;br /&gt;
 ''Esquecê-lo é fatal!''  &lt;br /&gt;
 ''Se chegares adoecer''  &lt;br /&gt;
 ''É preciso, ‘tem que ser''’  &lt;br /&gt;
 ''das doze às quatro! Que tal?!...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de dezembro de 1948, a sátira do ''Montanhês'' ataca o prefeito naquilo que é matéria-prima de todas as sátiras: a moralidade pública. Caminhões do prefeito estariam sendo pagos por serviços prestados à Prefeitura sem concorrência. No meio da sátira, os trocadilhos com a palavra &amp;quot;sal&amp;quot; se referem ao contrabando do produto feito durante a Segunda Guerra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; domingo vinha''  &lt;br /&gt;
 ''Distribuindo louvaminha'' &lt;br /&gt;
 ''Ao nosso &amp;quot;caro&amp;quot; prefeito:''  &lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;No começo foi ferreiro..''.  &lt;br /&gt;
 ''Em ser honesto, o primeiro:''  &lt;br /&gt;
 ''Homem limpo e é direito!...'' &lt;br /&gt;
 ''Depois num grande salseiro''  &lt;br /&gt;
 ''Quem ganhou muito dinheiro''  &lt;br /&gt;
 ''Com a guerra, aos montões?''  &lt;br /&gt;
 ''Salvando esse salvatério''  &lt;br /&gt;
 ''Do comentário, o critério''  &lt;br /&gt;
 ''Do caso dos caminhões!''  &lt;br /&gt;
 ''Co'esse recurso confuso'',  &lt;br /&gt;
 ''De guerra... caminho escuso...''  &lt;br /&gt;
 ''Câmbio negro... (Que embrulhões!)''  &lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; deu resposta''  &lt;br /&gt;
 ''À história (sem proposta)''  &lt;br /&gt;
 ''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
 ''Vale à salvante embrulhada''  &lt;br /&gt;
 ''(Lenga-lenga salmodiada)''  &lt;br /&gt;
 ''Que &amp;quot;inocenta&amp;quot; os chefões!''  &lt;br /&gt;
 ''Salvaguarda da aparência''  &lt;br /&gt;
 ''(Salário sem concorrência)''  &lt;br /&gt;
 ''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
 ''Que o Prefeito foi ferreiro'' &lt;br /&gt;
 ''Teve...e tem dinheiro...'' &lt;br /&gt;
 ''De acordo, sem senões!...'' &lt;br /&gt;
 ''Mas — que diabo! — em que ficou''  &lt;br /&gt;
 ''(&amp;quot;A Montanha&amp;quot; publicou)''  &lt;br /&gt;
 ''O caso dos caminhões?...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No número seguinte, de 26 de dezembro de 1948, o ''Montanhês'' volta a pegar um besterol publicado na '''A Gazeta'''. O jornal do PSD, através do seu colunista &amp;quot;Mutuca&amp;quot; (Não se sabe até hoje a identidade correta do &amp;quot;Mutuca&amp;quot;, entretanto as suspeitas recaem sobre Antônio Anastácio de Moraes, o &amp;quot;Tonho do Nico&amp;quot;, funcionário publico), deseja que o número de placas colocadas em Cambuí pelo prefeito João Lopes seja bem maior do que as colo¬cadas pelo ex-prefeito, também do PSD, José Nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''De São Paulo, o Mutuca''  &lt;br /&gt;
 ''Em carta, agora, cutuca''  &lt;br /&gt;
 ''O prefeito a emplacamento''  &lt;br /&gt;
 ''Placas e placas sem fim:''  &lt;br /&gt;
 ''‘Placas em tudo! Vá por mim''  &lt;br /&gt;
 ''Siga o José Nascimento’''  &lt;br /&gt;
 ''Quanto a isso, não contesto''  &lt;br /&gt;
 ''E a favor me manifesto''  &lt;br /&gt;
 ''Do tal da placamania!''  &lt;br /&gt;
 ''Meteu placa em todo o lado''  &lt;br /&gt;
 ''Da cadeia ao mercado...''  &lt;br /&gt;
 ''Salve o ‘ex’ da placaria!...'' &lt;br /&gt;
 ''E aqueles que inda virão''  &lt;br /&gt;
 ''É certo, lembrar-se-ão''  &lt;br /&gt;
 ''Desse governo a...placável''  &lt;br /&gt;
 ''Que com placa...bilidade''  &lt;br /&gt;
 ''Governou nossa cidade''  &lt;br /&gt;
 ''Fazendo tudo notável''  &lt;br /&gt;
 ''Segui-lo deve o Prefeito''  &lt;br /&gt;
 ''Emplaque todo o seu feito''  &lt;br /&gt;
 ''Eis uma ideia aplicável'' &lt;br /&gt;
 ''E não quero implicar:''  &lt;br /&gt;
 ''Tente com a placa aplacar''  &lt;br /&gt;
 ''O murmúrio im...placável.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O último poema do &amp;quot;Montanhês&amp;quot; apareceu no número 37 de '''A Montanha''', de 2 de janeiro de 1949. Um surpreendente defeito mecânico num gramofone revela o político.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Possuía meu conhecido''  &lt;br /&gt;
 ''Alguns discos e um gramofone''  &lt;br /&gt;
 ''E ao sentir-se aborrecido''  &lt;br /&gt;
 ''Entediado ou mesmo insone''  &lt;br /&gt;
 ''Infalível ser ouvido''  &lt;br /&gt;
 ''Para as mágoas espantar''  &lt;br /&gt;
 ''Polcas e valsas chorosas''  &lt;br /&gt;
 ''Dessas próprias pra ninar...'' &lt;br /&gt;
 ''E o que mais me divertia''  &lt;br /&gt;
 ''(Ficando ele atrapalhado)''  &lt;br /&gt;
 ''Era um disco em qual se ouvia''  &lt;br /&gt;
 ''Um discurso tão gozado''  &lt;br /&gt;
 ''Dum político que existia''  &lt;br /&gt;
 ''Numa vila, o Sô Leutério''  &lt;br /&gt;
 ''Nele o tal se elogiava''  &lt;br /&gt;
 ''E num rompante esclamava''  &lt;br /&gt;
 ''- Eu sou um homem muito sério!''  &lt;br /&gt;
 ''É que tanto ele tocava''  &lt;br /&gt;
 ''O disco veio a estragar.'' &lt;br /&gt;
 ''A agulha não avançava''  &lt;br /&gt;
 ''E o pobre do Só Leutério''  &lt;br /&gt;
 ''Começando a discursar''  &lt;br /&gt;
 ''Exclamava sem cessar''  &lt;br /&gt;
 &amp;quot;''Sério... sério... sério...&amp;quot;'' &lt;br /&gt;
 ''Assim é o caso presente''  &lt;br /&gt;
 ''Da Gazeta com o Prefeito''  &lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;Homem honesto e direito?&amp;quot;''  &lt;br /&gt;
 ''Ele somente! Ele só...mente&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Montanha, jornal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Gazeta, jornal]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=691</id>
		<title>O Montanhês</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=691"/>
				<updated>2015-10-09T09:47:49Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;José do Carmo Eiras (1917-2006),  o ''Zé Montanha'', ganhou este apelido por ter sido gerente da '''A Montanha''', jornal semanal que circulou em Cambuí entre abril de 1948 a dezembro de 1950. O jornal tinha como diretor-responsávei o deputado Milton Salles, da UDN, e, além de fazer o jornal como tipógrafo, Eiras publicou vários poemas satíricos assinados como ''Montanhês''. Os poemas tinham dupla função: satirizar os políticos adversários e preencher os espaços em branco conhecidos como “calhau” na gíria dos gráficos.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se na oposição estava a '''A Montanha''', na situação tinha '''A Gazeta''', dirigida pelo advogado Haley Lopes Bello e tendo como tipógrafo Pedro Nogueira, que obviamente  passou a ser conhecido como ''Pedro Gazeta''. E é sobre um escorregão deste jornal, que o ''Montanhês'' satiriza pela primeira vez em 5 de dezembro de 1948.  Um certo réu teria sido “absorvido&amp;quot; pelo advogado Bello.&lt;br /&gt;
		&lt;br /&gt;
 ''Eis um ‘belo’ advogado''  &lt;br /&gt;
 ''Que põe alma na defesa''  &lt;br /&gt;
 ''E o homem - tento contado -'' &lt;br /&gt;
 ''Vai pra rua com certeza...'' &lt;br /&gt;
 ''Pois manejando o Direito''  &lt;br /&gt;
 ''Vejam só, meu Deus do céu –'' &lt;br /&gt;
 ''É preciso ser perfeito''  &lt;br /&gt;
 ''Para ‘absorver’ o réu!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Numa nota no pé do poema, o ''Montanhês'' avisa que &amp;quot;absorvido&amp;quot; quer dizer &amp;quot;engolido, consumido, recolhido em si&amp;quot;). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No poema seguinte ('''A Montanha''', nº 34, 121248), o ''Montanhês'' satiriza a ordem do prefeito do PSD, João Batista Lopes, para que o Posto de Saúde só funcionasse do meio-dia às 16 horas. Há no poema uma notável atualidade sobre a saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Muito bem, Senhor Prefeito!''&lt;br /&gt;
 ''Tudo tem que ser bem feito''  &lt;br /&gt;
 ''Ordem em tudo, isto sim!''  &lt;br /&gt;
 ''Somente o que não tem hora''  &lt;br /&gt;
 ''E que entra noite afora''  &lt;br /&gt;
 ''É bilhar ou botequim''  &lt;br /&gt;
 ''Se é pobre, cambuiense''&lt;br /&gt;
 ''O Posto é teu, te pertence''  &lt;br /&gt;
 ''Respeita, porém, o trato:''  &lt;br /&gt;
 ''Se tu ficares doente''  &lt;br /&gt;
 ''Assim, sem mais, de repente''  &lt;br /&gt;
 ''‘Tem que ser’ das doze às quatro!''  &lt;br /&gt;
 ''Se tiveres congestão''  &lt;br /&gt;
 ''Ou mesmo intoxicação''  &lt;br /&gt;
 ''Dor de calo, ou outra dor''  &lt;br /&gt;
 ''Podes ficar sossegado''  &lt;br /&gt;
 ''Serás logo medicado''  &lt;br /&gt;
 ''No Posto pelo doutor''  &lt;br /&gt;
 ''Mas, por Deus, tenhas juízo!''  &lt;br /&gt;
 ''Lembras-te sempre do aviso''  &lt;br /&gt;
 ''Esquecê-lo é fatal!''  &lt;br /&gt;
 ''Se chegares adoecer''  &lt;br /&gt;
 ''É preciso, ‘tem que ser''’  &lt;br /&gt;
 ''das doze às quatro! Que tal?!...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de dezembro de 1948, a sátira do ''Montanhês'' ataca o prefeito naquilo que é matéria-prima de todas as sátiras: a moralidade pública. Caminhões do prefeito estariam sendo pagos por serviços prestados à Prefeitura sem concorrência. No meio da sátira, os trocadilhos com a palavra &amp;quot;sal&amp;quot; se referem ao contrabando do produto feito durante a Segunda Guerra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; domingo vinha''  &lt;br /&gt;
''Distribuindo louvaminha'' &lt;br /&gt;
''Ao nosso &amp;quot;caro&amp;quot; prefeito:''  &lt;br /&gt;
''&amp;quot;No começo foi ferreiro..''.  &lt;br /&gt;
''Em ser honesto, o primeiro:''  &lt;br /&gt;
''Homem limpo e é direito!...'' &lt;br /&gt;
''Depois num grande salseiro''  &lt;br /&gt;
''Quem ganhou muito dinheiro''  &lt;br /&gt;
''Com a guerra, aos montões?''  &lt;br /&gt;
''Salvando esse salvatério''  &lt;br /&gt;
''Do comentário, o critério''  &lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!''  &lt;br /&gt;
''Co'esse recurso confuso'',  &lt;br /&gt;
''De guerra... caminho escuso...''  &lt;br /&gt;
''Câmbio negro... (Que embrulhões!)''  &lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; deu resposta''  &lt;br /&gt;
''À história (sem proposta)''  &lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
''Vale à salvante embrulhada''  &lt;br /&gt;
''(Lenga-lenga salmodiada)''  &lt;br /&gt;
''Que &amp;quot;inocenta&amp;quot; os chefões!''  &lt;br /&gt;
''Salvaguarda da aparência''  &lt;br /&gt;
''(Salário sem concorrência)''  &lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
''Que o Prefeito foi ferreiro'' &lt;br /&gt;
''Teve...e tem dinheiro...'' &lt;br /&gt;
''De acordo, sem senões!...'' &lt;br /&gt;
''Mas — que diabo! — em que ficou''  &lt;br /&gt;
''(&amp;quot;A Montanha&amp;quot; publicou)''  &lt;br /&gt;
''O caso dos caminhões?...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No número seguinte, de 26 de dezembro de 1948, o ''Montanhês'' volta a pegar um besterol publicado na '''A Gazeta'''. O jornal do PSD, através do seu colunista &amp;quot;Mutuca&amp;quot; (Não se sabe até hoje a identidade correta do &amp;quot;Mutuca&amp;quot;, entretanto as suspeitas recaem sobre Antônio Anastácio de Moraes, o &amp;quot;Tonho do Nico&amp;quot;, funcionário publico), deseja que o número de placas colocadas em Cambuí pelo prefeito João Lopes seja bem maior do que as colo¬cadas pelo ex-prefeito, também do PSD, José Nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De São Paulo, o Mutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em carta, agora, cutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O prefeito a emplacamento''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Placas e placas sem fim:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''‘Placas em tudo! Vá por mim''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Siga o José Nascimento’''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quanto a isso, não contesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E a favor me manifesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do tal da placamania!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Meteu placa em todo o lado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da cadeia ao mercado...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salve o ‘ex’ da placaria!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E aqueles que inda virão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É certo, lembrar-se-ão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Desse governo a...placável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que com placa...bilidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Governou nossa cidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Fazendo tudo notável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Segui-lo deve o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Emplaque todo o seu feito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Eis uma ideia aplicável'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E não quero implicar:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Tente com a placa aplacar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O murmúrio im...placável.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O último poema do &amp;quot;Montanhês&amp;quot; apareceu no número 37 de '''A Montanha''', de 2 de janeiro de 1949. Um surpreendente defeito mecânico num gramofone revela o político.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Possuía meu conhecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Alguns discos e um gramofone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E ao sentir-se aborrecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Entediado ou mesmo insone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Infalível ser ouvido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Para as mágoas espantar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Polcas e valsas chorosas''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dessas próprias pra ninar...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o que mais me divertia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Ficando ele atrapalhado)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Era um disco em qual se ouvia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Um discurso tão gozado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dum político que existia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Numa vila, o Sô Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Nele o tal se elogiava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E num rompante esclamava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''- Eu sou um homem muito sério!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É que tanto ele tocava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O disco veio a estragar.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''A agulha não avançava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o pobre do Só Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Começando a discursar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Exclamava sem cessar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;''Sério... sério... sério...&amp;quot;'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Assim é o caso presente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da Gazeta com o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Homem honesto e direito?&amp;quot;''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ele somente! Ele só...mente&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Montanha, jornal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Gazeta, jornal]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=690</id>
		<title>O Montanhês</title>
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				<updated>2015-10-09T09:46:59Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;José do Carmo Eiras (1917-2006),  o ''Zé Montanha'', ganhou este apelido por ter sido gerente da '''A Montanha''', jornal semanal que circulou em Cambuí entre abril de 1948 a dezembro de 1950. O jornal tinha como diretor-responsávei o deputado Milton Salles, da UDN, e, além de fazer o jornal como tipógrafo, Eiras publicou vários poemas satíricos assinados como ''Montanhês''. Os poemas tinham dupla função: satirizar os políticos adversários e preencher os espaços em branco conhecidos como “calhau” na gíria dos gráficos.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se na oposição estava a '''A Montanha''', na situação tinha '''A Gazeta''', dirigida pelo advogado Haley Lopes Bello e tendo como tipógrafo Pedro Nogueira, que obviamente  passou a ser conhecido como ''Pedro Gazeta''. E é sobre um escorregão deste jornal, que o ''Montanhês'' satiriza pela primeira vez em 5 de dezembro de 1948.  Um certo réu teria sido “absorvido&amp;quot; pelo advogado Bello.&lt;br /&gt;
		&lt;br /&gt;
 ''Eis um ‘belo’ advogado''  &lt;br /&gt;
 ''Que põe alma na defesa''  &lt;br /&gt;
 ''E o homem - tento contado -'' &lt;br /&gt;
 ''Vai pra rua com certeza...'' &lt;br /&gt;
 ''Pois manejando o Direito''  &lt;br /&gt;
 ''Vejam só, meu Deus do céu –'' &lt;br /&gt;
 ''É preciso ser perfeito''  &lt;br /&gt;
 ''Para ‘absorver’ o réu!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Numa nota no pé do poema, o ''Montanhês'' avisa que &amp;quot;absorvido&amp;quot; quer dizer &amp;quot;engolido, consumido, recolhido em si&amp;quot;). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No poema seguinte ('''A Montanha''', nº 34, 121248), o ''Montanhês'' satiriza a ordem do prefeito do PSD, João Batista Lopes, para que o Posto de Saúde só funcionasse do meio-dia às 16 horas. Há no poema uma notável atualidade sobre a saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Muito bem, Senhor Prefeito!''&lt;br /&gt;
 ''Tudo tem que ser bem feito''  &lt;br /&gt;
 ''Ordem em tudo, isto sim!''  &lt;br /&gt;
 ''Somente o que não tem hora''  &lt;br /&gt;
 ''E que entra noite afora''  &lt;br /&gt;
 ''É bilhar ou botequim''  &lt;br /&gt;
 ''Se é pobre, cambuiense''&lt;br /&gt;
 ''O Posto é teu, te pertence''  &lt;br /&gt;
 ''Respeita, porém, o trato:''  &lt;br /&gt;
 ''Se tu ficares doente''  &lt;br /&gt;
 ''Assim, sem mais, de repente''  &lt;br /&gt;
 ''‘Tem que ser’ das doze às quatro!''  &lt;br /&gt;
 ''Se tiveres congestão''  &lt;br /&gt;
 ''Ou mesmo intoxicação''  &lt;br /&gt;
 ''Dor de calo, ou outra dor''  &lt;br /&gt;
 ''Podes ficar sossegado''  &lt;br /&gt;
 ''Serás logo medicado''  &lt;br /&gt;
 ''No Posto pelo doutor''  &lt;br /&gt;
 ''Mas, por Deus, tenhas juízo!''  &lt;br /&gt;
 ''Lembras-te sempre do aviso''  &lt;br /&gt;
 ''Esquecê-lo é fatal!''  &lt;br /&gt;
 ''Se chegares adoecer''  &lt;br /&gt;
 ''É preciso, ‘tem que ser''’  &lt;br /&gt;
 ''das doze às quatro! Que tal?!...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de dezembro de 1948, a sátira do ''Montanhês'' ataca o prefeito naquilo que é matéria-prima de todas as sátiras: a moralidade pública. Caminhões do prefeito estariam sendo pagos por serviços prestados à Prefeitura sem concorrência. No meio da sátira, os trocadilhos com a palavra &amp;quot;sal&amp;quot; se referem ao contrabando do produto feito durante a Segunda Guerra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; domingo vinha''  &lt;br /&gt;
''Distribuindo louvaminha'' &lt;br /&gt;
''Ao nosso &amp;quot;caro&amp;quot; prefeito:''  &lt;br /&gt;
''&amp;quot;No começo foi ferreiro..''.  &lt;br /&gt;
''Em ser honesto, o primeiro:''  &lt;br /&gt;
''Homem limpo e é direito!...'' &lt;br /&gt;
''Depois num grande salseiro''  &lt;br /&gt;
''Quem ganhou muito dinheiro''  &lt;br /&gt;
''Com a guerra, aos montões?''  &lt;br /&gt;
''Salvando esse salvatério''  &lt;br /&gt;
''Do comentário, o critério''  &lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!''  &lt;br /&gt;
''Co'esse recurso confuso'',  &lt;br /&gt;
''De guerra... caminho escuso...''  &lt;br /&gt;
''Câmbio negro... (Que embrulhões!)''  &lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; deu resposta''  &lt;br /&gt;
''À história (sem proposta)''  &lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
''Vale à salvante embrulhada''  &lt;br /&gt;
''(Lenga-lenga salmodiada)''  &lt;br /&gt;
''Que &amp;quot;inocenta&amp;quot; os chefões!''  &lt;br /&gt;
''Salvaguarda da aparência''  &lt;br /&gt;
''(Salário sem concorrência)''  &lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
''Que o Prefeito foi ferreiro'' &lt;br /&gt;
''Teve...e tem dinheiro...'' &lt;br /&gt;
''De acordo, sem senões!...'' &lt;br /&gt;
''Mas — que diabo! — em que ficou''  &lt;br /&gt;
''(&amp;quot;A Montanha&amp;quot; publicou)''  &lt;br /&gt;
''O caso dos caminhões?...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No número seguinte, de 26 de dezembro de 1948, o ''Montanhês'' volta a pegar um besterol publicado na '''A Gazeta'''. O jornal do PSD, através do seu colunista &amp;quot;Mutuca&amp;quot; (Não se sabe até hoje a identidade correta do &amp;quot;Mutuca&amp;quot;, entretanto as suspeitas recaem sobre Antônio Anastácio de Moraes, o &amp;quot;Tonho do Nico&amp;quot;, funcionário publico), deseja que o número de placas colocadas em Cambuí pelo prefeito João Lopes seja bem maior do que as colo¬cadas pelo ex-prefeito, também do PSD, José Nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De São Paulo, o Mutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em carta, agora, cutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O prefeito a emplacamento''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Placas e placas sem fim:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''‘Placas em tudo! Vá por mim''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Siga o José Nascimento’''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quanto a isso, não contesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E a favor me manifesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do tal da placamania!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Meteu placa em todo o lado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da cadeia ao mercado...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salve o ‘ex’ da placaria!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E aqueles que inda virão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É certo, lembrar-se-ão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Desse governo a...placável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que com placa...bilidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Governou nossa cidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Fazendo tudo notável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Segui-lo deve o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Emplaque todo o seu feito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Eis uma ideia aplicável'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E não quero implicar:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Tente com a placa aplacar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O murmúrio im...placável.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O último poema do &amp;quot;Montanhês&amp;quot; apareceu no número 37 de '''A Montanha''', de 2 de janeiro de 1949. Um surpreendente defeito mecânico num gramofone revela o político.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Possuía meu conhecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Alguns discos e um gramofone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E ao sentir-se aborrecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Entediado ou mesmo insone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Infalível ser ouvido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Para as mágoas espantar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Polcas e valsas chorosas''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dessas próprias pra ninar...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o que mais me divertia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Ficando ele atrapalhado)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Era um disco em qual se ouvia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Um discurso tão gozado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dum político que existia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Numa vila, o Sô Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Nele o tal se elogiava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E num rompante esclamava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''- Eu sou um homem muito sério!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É que tanto ele tocava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O disco veio a estragar.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''A agulha não avançava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o pobre do Só Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Começando a discursar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Exclamava sem cessar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;''Sério... sério... sério...&amp;quot;'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Assim é o caso presente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da Gazeta com o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Homem honesto e direito?&amp;quot;''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ele somente! Ele só...mente&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Montanha, jornal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Gazeta, jornal]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=689</id>
		<title>O Montanhês</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=689"/>
				<updated>2015-10-09T09:45:59Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;José do Carmo Eiras (1917-2006),  o ''Zé Montanha'', ganhou este apelido por ter sido gerente da '''A Montanha''', jornal semanal que circulou em Cambuí entre abril de 1948 a dezembro de 1950. O jornal tinha como diretor-responsávei o deputado Milton Salles, da UDN, e, além de fazer o jornal como tipógrafo, Eiras publicou vários poemas satíricos assinados como ''Montanhês''. Os poemas tinham dupla função: satirizar os políticos adversários e preencher os espaços em branco conhecidos como “calhau” na gíria dos gráficos.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se na oposição estava a '''A Montanha''', na situação tinha '''A Gazeta''', dirigida pelo advogado Haley Lopes Bello e tendo como tipógrafo Pedro Nogueira, que obviamente  passou a ser conhecido como ''Pedro Gazeta''. E é sobre um escorregão deste jornal, que o ''Montanhês'' satiriza pela primeira vez em 5 de dezembro de 1948.  Um certo réu teria sido “absorvido&amp;quot; pelo advogado Bello.&lt;br /&gt;
		&lt;br /&gt;
 ''Eis um ‘belo’ advogado''  &lt;br /&gt;
 ''Que põe alma na defesa''  &lt;br /&gt;
 ''E o homem - tento contado -'' &lt;br /&gt;
 ''Vai pra rua com certeza...'' &lt;br /&gt;
 ''Pois manejando o Direito''  &lt;br /&gt;
 ''Vejam só, meu Deus do céu –'' &lt;br /&gt;
 ''É preciso ser perfeito''  &lt;br /&gt;
 ''Para ‘absorver’ o réu!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Numa nota no pé do poema, o ''Montanhês'' avisa que &amp;quot;absorvido&amp;quot; quer dizer &amp;quot;engolido, consumido, recolhido em si&amp;quot;). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No poema seguinte ('''A Montanha''', nº 34, 121248), o ''Montanhês'' satiriza a ordem do prefeito do PSD, João Batista Lopes, para que o Posto de Saúde só funcionasse do meio-dia às 16 horas. Há no poema uma notável atualidade sobre a saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Muito bem, Senhor Prefeito!''&lt;br /&gt;
 ''Tudo tem que ser bem feito''  &lt;br /&gt;
 ''Ordem em tudo, isto sim!''  &lt;br /&gt;
 ''Somente o que não tem hora''  &lt;br /&gt;
 ''E que entra noite afora''  &lt;br /&gt;
 ''É bilhar ou botequim''  &lt;br /&gt;
 ''Se é pobre, cambuiense''&lt;br /&gt;
 ''O Posto é teu, te pertence''  &lt;br /&gt;
 ''Respeita, porém, o trato:''  &lt;br /&gt;
 ''Se tu ficares doente''  &lt;br /&gt;
 ''Assim, sem mais, de repente''  &lt;br /&gt;
 ''‘Tem que ser’ das doze às quatro!''  &lt;br /&gt;
 ''Se tiveres congestão''  &lt;br /&gt;
 ''Ou mesmo intoxicação''  &lt;br /&gt;
 ''Dor de calo, ou outra dor''  &lt;br /&gt;
 ''Podes ficar sossegado''  &lt;br /&gt;
 ''Serás logo medicado''  &lt;br /&gt;
 ''No Posto pelo doutor''  &lt;br /&gt;
 ''Mas, por Deus, tenhas juízo!''  &lt;br /&gt;
 ''Lembras-te sempre do aviso''  &lt;br /&gt;
 ''Esquecê-lo é fatal!''  &lt;br /&gt;
 ''Se chegares adoecer''  &lt;br /&gt;
 ''É preciso, ‘tem que ser''’  &lt;br /&gt;
 ''das doze às quatro! Que tal?!...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de dezembro de 1948, a sátira do ''Montanhês'' ataca o prefeito naquilo que é matéria-prima de todas as sátiras: a moralidade pública. Caminhões do prefeito estariam sendo pagos por serviços prestados à Prefeitura sem concorrência. No meio da sátira, os trocadilhos com a palavra &amp;quot;sal&amp;quot; se referem ao contrabando do produto feito durante a Segunda Guerra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; domingo vinha''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Distribuindo louvaminha'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Ao nosso &amp;quot;caro&amp;quot; prefeito:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;No começo foi ferreiro..''.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em ser honesto, o primeiro:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Homem limpo e é direito!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Depois num grande salseiro''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quem ganhou muito dinheiro''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Com a guerra, aos montões?''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salvando esse salvatério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do comentário, o critério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Co'esse recurso confuso'',  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De guerra... caminho escuso...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Câmbio negro... (Que embrulhões!)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; deu resposta''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''À história (sem proposta)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Vale à salvante embrulhada''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Lenga-lenga salmodiada)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que &amp;quot;inocenta&amp;quot; os chefões!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salvaguarda da aparência''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Salário sem concorrência)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que o Prefeito foi ferreiro'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Teve...e tem dinheiro...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De acordo, sem senões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Mas — que diabo! — em que ficou''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(&amp;quot;A Montanha&amp;quot; publicou)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O caso dos caminhões?...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No número seguinte, de 26 de dezembro de 1948, o ''Montanhês'' volta a pegar um besterol publicado na '''A Gazeta'''. O jornal do PSD, através do seu colunista &amp;quot;Mutuca&amp;quot; (Não se sabe até hoje a identidade correta do &amp;quot;Mutuca&amp;quot;, entretanto as suspeitas recaem sobre Antônio Anastácio de Moraes, o &amp;quot;Tonho do Nico&amp;quot;, funcionário publico), deseja que o número de placas colocadas em Cambuí pelo prefeito João Lopes seja bem maior do que as colo¬cadas pelo ex-prefeito, também do PSD, José Nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De São Paulo, o Mutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em carta, agora, cutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O prefeito a emplacamento''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Placas e placas sem fim:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''‘Placas em tudo! Vá por mim''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Siga o José Nascimento’''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quanto a isso, não contesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E a favor me manifesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do tal da placamania!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Meteu placa em todo o lado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da cadeia ao mercado...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salve o ‘ex’ da placaria!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E aqueles que inda virão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É certo, lembrar-se-ão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Desse governo a...placável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que com placa...bilidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Governou nossa cidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Fazendo tudo notável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Segui-lo deve o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Emplaque todo o seu feito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Eis uma ideia aplicável'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E não quero implicar:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Tente com a placa aplacar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O murmúrio im...placável.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O último poema do &amp;quot;Montanhês&amp;quot; apareceu no número 37 de '''A Montanha''', de 2 de janeiro de 1949. Um surpreendente defeito mecânico num gramofone revela o político.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Possuía meu conhecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Alguns discos e um gramofone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E ao sentir-se aborrecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Entediado ou mesmo insone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Infalível ser ouvido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Para as mágoas espantar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Polcas e valsas chorosas''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dessas próprias pra ninar...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o que mais me divertia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Ficando ele atrapalhado)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Era um disco em qual se ouvia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Um discurso tão gozado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dum político que existia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Numa vila, o Sô Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Nele o tal se elogiava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E num rompante esclamava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''- Eu sou um homem muito sério!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É que tanto ele tocava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O disco veio a estragar.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''A agulha não avançava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o pobre do Só Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Começando a discursar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Exclamava sem cessar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;''Sério... sério... sério...&amp;quot;'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Assim é o caso presente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da Gazeta com o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Homem honesto e direito?&amp;quot;''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ele somente! Ele só...mente&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Montanha, jornal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Gazeta, jornal]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=688</id>
		<title>O Montanhês</title>
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				<updated>2015-10-09T09:44:44Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;José do Carmo Eiras (1917-2006),  o ''Zé Montanha'', ganhou este apelido por ter sido gerente da '''A Montanha''', jornal semanal que circulou em Cambuí entre abril de 1948 a dezembro de 1950. O jornal tinha como diretor-responsávei o deputado Milton Salles, da UDN, e, além de fazer o jornal como tipógrafo, Eiras publicou vários poemas satíricos assinados como ''Montanhês''. Os poemas tinham dupla função: satirizar os políticos adversários e preencher os espaços em branco conhecidos como “calhau” na gíria dos gráficos.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se na oposição estava a '''A Montanha''', na situação tinha '''A Gazeta''', dirigida pelo advogado Haley Lopes Bello e tendo como tipógrafo Pedro Nogueira, que obviamente  passou a ser conhecido como ''Pedro Gazeta''. E é sobre um escorregão deste jornal, que o ''Montanhês'' satiriza pela primeira vez em 5 de dezembro de 1948.  Um certo réu teria sido “absorvido&amp;quot; pelo advogado Bello.&lt;br /&gt;
		&lt;br /&gt;
 ''Eis um ‘belo’ advogado''  &lt;br /&gt;
 ''Que põe alma na defesa''  &lt;br /&gt;
 ''E o homem - tento contado -'' &lt;br /&gt;
 ''Vai pra rua com certeza...'' &lt;br /&gt;
 ''Pois manejando o Direito''  &lt;br /&gt;
 ''Vejam só, meu Deus do céu –'' &lt;br /&gt;
 ''É preciso ser perfeito''  &lt;br /&gt;
 ''Para ‘absorver’ o réu!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Numa nota no pé do poema, o ''Montanhês'' avisa que &amp;quot;absorvido&amp;quot; quer dizer &amp;quot;engolido, consumido, recolhido em si&amp;quot;). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No poema seguinte ('''A Montanha''', nº 34, 121248), o ''Montanhês'' satiriza a ordem do prefeito do PSD, João Batista Lopes, para que o Posto de Saúde só funcionasse do meio-dia às 16 horas. Há no poema uma notável atualidade sobre a saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Muito bem, Senhor Prefeito!''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Tudo tem que ser bem feito''  &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
 ''Ordem em tudo, isto sim!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Somente o que não tem hora''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''E que entra noite afora''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''É bilhar ou botequim''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Se é pobre, cambuiense''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''O Posto é teu, te pertence''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Respeita, porém, o trato:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Se tu ficares doente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Assim, sem mais, de repente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''‘Tem que ser’ das doze às quatro!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Se tiveres congestão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Ou mesmo intoxicação''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Dor de calo, ou outra dor''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Podes ficar sossegado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Serás logo medicado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''No Posto pelo doutor''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Mas, por Deus, tenhas juízo!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Lembras-te sempre do aviso''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Esquecê-lo é fatal!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Se chegares adoecer''  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 ''É preciso, ‘tem que ser''’  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''das doze às quatro! Que tal?!...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de dezembro de 1948, a sátira do ''Montanhês'' ataca o prefeito naquilo que é matéria-prima de todas as sátiras: a moralidade pública. Caminhões do prefeito estariam sendo pagos por serviços prestados à Prefeitura sem concorrência. No meio da sátira, os trocadilhos com a palavra &amp;quot;sal&amp;quot; se referem ao contrabando do produto feito durante a Segunda Guerra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; domingo vinha''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Distribuindo louvaminha'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Ao nosso &amp;quot;caro&amp;quot; prefeito:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;No começo foi ferreiro..''.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em ser honesto, o primeiro:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Homem limpo e é direito!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Depois num grande salseiro''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quem ganhou muito dinheiro''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Com a guerra, aos montões?''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salvando esse salvatério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do comentário, o critério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Co'esse recurso confuso'',  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De guerra... caminho escuso...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Câmbio negro... (Que embrulhões!)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; deu resposta''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''À história (sem proposta)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Vale à salvante embrulhada''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Lenga-lenga salmodiada)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que &amp;quot;inocenta&amp;quot; os chefões!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salvaguarda da aparência''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Salário sem concorrência)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que o Prefeito foi ferreiro'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Teve...e tem dinheiro...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De acordo, sem senões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Mas — que diabo! — em que ficou''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(&amp;quot;A Montanha&amp;quot; publicou)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O caso dos caminhões?...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No número seguinte, de 26 de dezembro de 1948, o ''Montanhês'' volta a pegar um besterol publicado na '''A Gazeta'''. O jornal do PSD, através do seu colunista &amp;quot;Mutuca&amp;quot; (Não se sabe até hoje a identidade correta do &amp;quot;Mutuca&amp;quot;, entretanto as suspeitas recaem sobre Antônio Anastácio de Moraes, o &amp;quot;Tonho do Nico&amp;quot;, funcionário publico), deseja que o número de placas colocadas em Cambuí pelo prefeito João Lopes seja bem maior do que as colo¬cadas pelo ex-prefeito, também do PSD, José Nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De São Paulo, o Mutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em carta, agora, cutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O prefeito a emplacamento''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Placas e placas sem fim:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''‘Placas em tudo! Vá por mim''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Siga o José Nascimento’''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quanto a isso, não contesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E a favor me manifesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do tal da placamania!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Meteu placa em todo o lado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da cadeia ao mercado...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salve o ‘ex’ da placaria!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E aqueles que inda virão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É certo, lembrar-se-ão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Desse governo a...placável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que com placa...bilidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Governou nossa cidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Fazendo tudo notável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Segui-lo deve o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Emplaque todo o seu feito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Eis uma ideia aplicável'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E não quero implicar:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Tente com a placa aplacar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O murmúrio im...placável.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O último poema do &amp;quot;Montanhês&amp;quot; apareceu no número 37 de '''A Montanha''', de 2 de janeiro de 1949. Um surpreendente defeito mecânico num gramofone revela o político.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Possuía meu conhecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Alguns discos e um gramofone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E ao sentir-se aborrecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Entediado ou mesmo insone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Infalível ser ouvido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Para as mágoas espantar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Polcas e valsas chorosas''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dessas próprias pra ninar...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o que mais me divertia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Ficando ele atrapalhado)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Era um disco em qual se ouvia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Um discurso tão gozado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dum político que existia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Numa vila, o Sô Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Nele o tal se elogiava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E num rompante esclamava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''- Eu sou um homem muito sério!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É que tanto ele tocava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O disco veio a estragar.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''A agulha não avançava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o pobre do Só Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Começando a discursar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Exclamava sem cessar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;''Sério... sério... sério...&amp;quot;'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Assim é o caso presente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da Gazeta com o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Homem honesto e direito?&amp;quot;''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ele somente! Ele só...mente&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Montanha, jornal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Gazeta, jornal]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=687</id>
		<title>O Montanhês</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=687"/>
				<updated>2015-10-09T09:44:06Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;José do Carmo Eiras (1917-2006),  o ''Zé Montanha'', ganhou este apelido por ter sido gerente da '''A Montanha''', jornal semanal que circulou em Cambuí entre abril de 1948 a dezembro de 1950. O jornal tinha como diretor-responsávei o deputado Milton Salles, da UDN, e, além de fazer o jornal como tipógrafo, Eiras publicou vários poemas satíricos assinados como ''Montanhês''. Os poemas tinham dupla função: satirizar os políticos adversários e preencher os espaços em branco conhecidos como “calhau” na gíria dos gráficos.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se na oposição estava a '''A Montanha''', na situação tinha '''A Gazeta''', dirigida pelo advogado Haley Lopes Bello e tendo como tipógrafo Pedro Nogueira, que obviamente  passou a ser conhecido como ''Pedro Gazeta''. E é sobre um escorregão deste jornal, que o ''Montanhês'' satiriza pela primeira vez em 5 de dezembro de 1948.  Um certo réu teria sido “absorvido&amp;quot; pelo advogado Bello.&lt;br /&gt;
		&lt;br /&gt;
 ''Eis um ‘belo’ advogado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Que põe alma na defesa''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''E o homem - tento contado -'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 ''Vai pra rua com certeza...'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 ''Pois manejando o Direito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Vejam só, meu Deus do céu –'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 ''É preciso ser perfeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Para ‘absorver’ o réu!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Numa nota no pé do poema, o ''Montanhês'' avisa que &amp;quot;absorvido&amp;quot; quer dizer &amp;quot;engolido, consumido, recolhido em si&amp;quot;). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No poema seguinte ('''A Montanha''', nº 34, 121248), o ''Montanhês'' satiriza a ordem do prefeito do PSD, João Batista Lopes, para que o Posto de Saúde só funcionasse do meio-dia às 16 horas. Há no poema uma notável atualidade sobre a saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Muito bem, Senhor Prefeito!''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Tudo tem que ser bem feito''  &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
 ''Ordem em tudo, isto sim!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Somente o que não tem hora''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''E que entra noite afora''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''É bilhar ou botequim''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Se é pobre, cambuiense''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''O Posto é teu, te pertence''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Respeita, porém, o trato:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Se tu ficares doente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Assim, sem mais, de repente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''‘Tem que ser’ das doze às quatro!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Se tiveres congestão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Ou mesmo intoxicação''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Dor de calo, ou outra dor''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Podes ficar sossegado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Serás logo medicado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''No Posto pelo doutor''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Mas, por Deus, tenhas juízo!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Lembras-te sempre do aviso''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Esquecê-lo é fatal!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''Se chegares adoecer''  &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 ''É preciso, ‘tem que ser''’  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 ''das doze às quatro! Que tal?!...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de dezembro de 1948, a sátira do ''Montanhês'' ataca o prefeito naquilo que é matéria-prima de todas as sátiras: a moralidade pública. Caminhões do prefeito estariam sendo pagos por serviços prestados à Prefeitura sem concorrência. No meio da sátira, os trocadilhos com a palavra &amp;quot;sal&amp;quot; se referem ao contrabando do produto feito durante a Segunda Guerra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; domingo vinha''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Distribuindo louvaminha'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Ao nosso &amp;quot;caro&amp;quot; prefeito:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;No começo foi ferreiro..''.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em ser honesto, o primeiro:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Homem limpo e é direito!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Depois num grande salseiro''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quem ganhou muito dinheiro''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Com a guerra, aos montões?''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salvando esse salvatério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do comentário, o critério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Co'esse recurso confuso'',  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De guerra... caminho escuso...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Câmbio negro... (Que embrulhões!)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; deu resposta''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''À história (sem proposta)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Vale à salvante embrulhada''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Lenga-lenga salmodiada)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que &amp;quot;inocenta&amp;quot; os chefões!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salvaguarda da aparência''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Salário sem concorrência)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que o Prefeito foi ferreiro'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Teve...e tem dinheiro...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De acordo, sem senões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Mas — que diabo! — em que ficou''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(&amp;quot;A Montanha&amp;quot; publicou)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O caso dos caminhões?...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No número seguinte, de 26 de dezembro de 1948, o ''Montanhês'' volta a pegar um besterol publicado na '''A Gazeta'''. O jornal do PSD, através do seu colunista &amp;quot;Mutuca&amp;quot; (Não se sabe até hoje a identidade correta do &amp;quot;Mutuca&amp;quot;, entretanto as suspeitas recaem sobre Antônio Anastácio de Moraes, o &amp;quot;Tonho do Nico&amp;quot;, funcionário publico), deseja que o número de placas colocadas em Cambuí pelo prefeito João Lopes seja bem maior do que as colo¬cadas pelo ex-prefeito, também do PSD, José Nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De São Paulo, o Mutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em carta, agora, cutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O prefeito a emplacamento''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Placas e placas sem fim:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''‘Placas em tudo! Vá por mim''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Siga o José Nascimento’''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quanto a isso, não contesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E a favor me manifesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do tal da placamania!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Meteu placa em todo o lado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da cadeia ao mercado...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salve o ‘ex’ da placaria!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E aqueles que inda virão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É certo, lembrar-se-ão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Desse governo a...placável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que com placa...bilidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Governou nossa cidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Fazendo tudo notável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Segui-lo deve o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Emplaque todo o seu feito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Eis uma ideia aplicável'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E não quero implicar:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Tente com a placa aplacar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O murmúrio im...placável.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O último poema do &amp;quot;Montanhês&amp;quot; apareceu no número 37 de '''A Montanha''', de 2 de janeiro de 1949. Um surpreendente defeito mecânico num gramofone revela o político.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Possuía meu conhecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Alguns discos e um gramofone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E ao sentir-se aborrecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Entediado ou mesmo insone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Infalível ser ouvido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Para as mágoas espantar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Polcas e valsas chorosas''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dessas próprias pra ninar...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o que mais me divertia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Ficando ele atrapalhado)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Era um disco em qual se ouvia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Um discurso tão gozado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dum político que existia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Numa vila, o Sô Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Nele o tal se elogiava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E num rompante esclamava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''- Eu sou um homem muito sério!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É que tanto ele tocava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O disco veio a estragar.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''A agulha não avançava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o pobre do Só Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Começando a discursar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Exclamava sem cessar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;''Sério... sério... sério...&amp;quot;'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Assim é o caso presente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da Gazeta com o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Homem honesto e direito?&amp;quot;''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ele somente! Ele só...mente&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Montanha, jornal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Gazeta, jornal]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=O_Montanh%C3%AAs&amp;diff=686</id>
		<title>O Montanhês</title>
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				<updated>2015-10-09T09:42:19Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;José do Carmo Eiras (1917-2006),  o ''Zé Montanha'', ganhou este apelido por ter sido gerente da '''A Montanha''', jornal semanal que circulou em Cambuí entre abril de 1948 a dezembro de 1950. O jornal tinha como diretor-responsávei o deputado Milton Salles, da UDN, e, além de fazer o jornal como tipógrafo, Eiras publicou vários poemas satíricos assinados como ''Montanhês''. Os poemas tinham dupla função: satirizar os políticos adversários e preencher os espaços em branco conhecidos como “calhau” na gíria dos gráficos.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se na oposição estava a '''A Montanha''', na situação tinha '''A Gazeta''', dirigida pelo advogado Haley Lopes Bello e tendo como tipógrafo Pedro Nogueira, que obviamente  passou a ser conhecido como ''Pedro Gazeta''. E é sobre um escorregão deste jornal, que o ''Montanhês'' satiriza pela primeira vez em 5 de dezembro de 1948.  Um certo réu teria sido “absorvido&amp;quot; pelo advogado Bello.&lt;br /&gt;
		&lt;br /&gt;
 ''Eis um ‘belo’ advogado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que põe alma na defesa''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o homem - tento contado -'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Vai pra rua com certeza...'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Pois manejando o Direito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Vejam só, meu Deus do céu –'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''É preciso ser perfeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Para ‘absorver’ o réu!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Numa nota no pé do poema, o ''Montanhês'' avisa que &amp;quot;absorvido&amp;quot; quer dizer &amp;quot;engolido, consumido, recolhido em si&amp;quot;). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No poema seguinte ('''A Montanha''', nº 34, 121248), o ''Montanhês'' satiriza a ordem do prefeito do PSD, João Batista Lopes, para que o Posto de Saúde só funcionasse do meio-dia às 16 horas. Há no poema uma notável atualidade sobre a saúde pública.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Muito bem, Senhor Prefeito!''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Tudo tem que ser bem feito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ordem em tudo, isto sim!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Somente o que não tem hora''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E que entra noite afora''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É bilhar ou botequim''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Se é pobre, cambuiense''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O Posto é teu, te pertence''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Respeita, porém, o trato:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Se tu ficares doente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Assim, sem mais, de repente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''‘Tem que ser’ das doze às quatro!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Se tiveres congestão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ou mesmo intoxicação''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dor de calo, ou outra dor''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Podes ficar sossegado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Serás logo medicado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''No Posto pelo doutor''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Mas, por Deus, tenhas juízo!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Lembras-te sempre do aviso''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Esquecê-lo é fatal!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Se chegares adoecer''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É preciso, ‘tem que ser''’  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''das doze às quatro! Que tal?!...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 19 de dezembro de 1948, a sátira do ''Montanhês'' ataca o prefeito naquilo que é matéria-prima de todas as sátiras: a moralidade pública. Caminhões do prefeito estariam sendo pagos por serviços prestados à Prefeitura sem concorrência. No meio da sátira, os trocadilhos com a palavra &amp;quot;sal&amp;quot; se referem ao contrabando do produto feito durante a Segunda Guerra. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; domingo vinha''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Distribuindo louvaminha'' &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''Ao nosso &amp;quot;caro&amp;quot; prefeito:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;No começo foi ferreiro..''.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em ser honesto, o primeiro:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Homem limpo e é direito!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Depois num grande salseiro''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quem ganhou muito dinheiro''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Com a guerra, aos montões?''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salvando esse salvatério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do comentário, o critério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Co'esse recurso confuso'',  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De guerra... caminho escuso...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Câmbio negro... (Que embrulhões!)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;A Gazeta&amp;quot; deu resposta''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''À história (sem proposta)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Vale à salvante embrulhada''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Lenga-lenga salmodiada)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que &amp;quot;inocenta&amp;quot; os chefões!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salvaguarda da aparência''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Salário sem concorrência)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do caso dos caminhões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que o Prefeito foi ferreiro'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Teve...e tem dinheiro...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De acordo, sem senões!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Mas — que diabo! — em que ficou''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(&amp;quot;A Montanha&amp;quot; publicou)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O caso dos caminhões?...&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No número seguinte, de 26 de dezembro de 1948, o ''Montanhês'' volta a pegar um besterol publicado na '''A Gazeta'''. O jornal do PSD, através do seu colunista &amp;quot;Mutuca&amp;quot; (Não se sabe até hoje a identidade correta do &amp;quot;Mutuca&amp;quot;, entretanto as suspeitas recaem sobre Antônio Anastácio de Moraes, o &amp;quot;Tonho do Nico&amp;quot;, funcionário publico), deseja que o número de placas colocadas em Cambuí pelo prefeito João Lopes seja bem maior do que as colo¬cadas pelo ex-prefeito, também do PSD, José Nascimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''De São Paulo, o Mutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Em carta, agora, cutuca''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O prefeito a emplacamento''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Placas e placas sem fim:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''‘Placas em tudo! Vá por mim''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Siga o José Nascimento’''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Quanto a isso, não contesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E a favor me manifesto''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Do tal da placamania!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Meteu placa em todo o lado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da cadeia ao mercado...''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Salve o ‘ex’ da placaria!...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E aqueles que inda virão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É certo, lembrar-se-ão''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Desse governo a...placável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Que com placa...bilidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Governou nossa cidade''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Fazendo tudo notável''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Segui-lo deve o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Emplaque todo o seu feito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Eis uma ideia aplicável'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E não quero implicar:''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Tente com a placa aplacar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O murmúrio im...placável.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O último poema do &amp;quot;Montanhês&amp;quot; apareceu no número 37 de '''A Montanha''', de 2 de janeiro de 1949. Um surpreendente defeito mecânico num gramofone revela o político.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Possuía meu conhecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Alguns discos e um gramofone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E ao sentir-se aborrecido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Entediado ou mesmo insone''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Infalível ser ouvido''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Para as mágoas espantar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Polcas e valsas chorosas''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dessas próprias pra ninar...'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o que mais me divertia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''(Ficando ele atrapalhado)''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Era um disco em qual se ouvia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Um discurso tão gozado''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Dum político que existia''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Numa vila, o Sô Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Nele o tal se elogiava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E num rompante esclamava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''- Eu sou um homem muito sério!''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''É que tanto ele tocava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''O disco veio a estragar.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''A agulha não avançava''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''E o pobre do Só Leutério''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Começando a discursar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Exclamava sem cessar''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;''Sério... sério... sério...&amp;quot;'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Assim é o caso presente''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Da Gazeta com o Prefeito''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Homem honesto e direito?&amp;quot;''  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Ele somente! Ele só...mente&amp;quot;''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Montanha, jornal]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[A Gazeta, jornal]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Wikipédia de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta wikipédia começou no dia 23 de setembro de 2015. É um projeto da '''ACLAC - Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências''' - para reunir informações sobre Cambuí. Já podem ser encontrados aqui: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a ACLAC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[ACLAC - Estatuto]], [[ACLAC - Patronos e acadêmicos]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* textos dos acadêmicos sobre os patronos ''Antônio Cândido de Mello e Souza, Bento Bueno de Morais, Cândido de Brito Lambert, Felisindo Finamor, Helena Maria Carvalho Ferraz, Henderson Antônio Braz de Morais, João Batista Corrêa, José dos Reis, João Marinho, Lázaro Silva, Levindo Furquim Lambert, Maria do Carmo Nascimento, Neuman Pereira Fanuchi, Olímpio Nogueira Figueiredo e Wanderley Meyer''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procure o texto em ''Pesquisa'', no alto à direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Textos recentes ==&lt;br /&gt;
* [[As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti]], [[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]], [[João Belisário]],&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Francisco Cândido de Brito Lambert]], [[ACLAC, patrono João Batista Corrêa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Lagartas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Lista dos [[Jornais]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí, criação do município]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Passeando pelas estradas de Cambuí pela Street View]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== E ainda  ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* listas dos [[Padres]] que trabalharam e dos [[Padres nascidos em Cambuí]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Colégio Estadual Antônio Felipe de Salles, CEAFS, 50 anos]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* receitas: [[Virado de banana]], [[Quibebe]], [[Doce de abóbora]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Prefeitos - de 1892 a 1947]], [[Prefeitos - de 1947 até hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí na internet]], [[Lembranças de Cambuí, Facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cine Cambuí]], [[Lendas urbanas]], [[Apelidos]], [[O Montanhês]], [[Os primeiros]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[A Enchente, João Batista Teixeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[O nome da praça Coronel Justiniano Quintino]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [https://www.facebook.com/groups/992410460792401/\ ACLAC no Facebook]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Sugestão:''' [[Como escrever para esta wikipédia]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Consulte também o [//meta.wikimedia.org/wiki/Help:Contents Manual de Usuário] para informações de como usar o software wiki.&lt;br /&gt;
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* [//www.mediawiki.org/wiki/Special:MyLanguage/Localisation#Translation_resources Traduza o MediaWiki para seu idioma]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=684</id>
		<title>Página principal</title>
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				<updated>2015-10-09T00:19:15Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Wikipédia de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta wikipédia começou no dia 23 de setembro de 2015. É um projeto da '''ACLAC - Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências''' - para reunir informações sobre Cambuí. Já podem ser encontrados aqui: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a ACLAC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[ACLAC - Estatuto]], [[ACLAC - Patronos e acadêmicos]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* textos dos acadêmicos sobre os patronos ''Antônio Cândido de Mello e Souza, Bento Bueno de Morais, Cândido de Brito Lambert, Felisindo Finamor, Helena Maria Carvalho Ferraz, Henderson Antônio Braz de Morais, João Batista Corrêa, José dos Reis, João Marinho, Lázaro Silva, Levindo Furquim Lambert, Maria do Carmo Nascimento, Neuman Pereira Fanuchi, Olímpio Nogueira Figueiredo e Wanderley Meyer''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procure o texto em ''Pesquisa'', no alto à direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Textos recentes ==&lt;br /&gt;
* [[As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti]], [[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]], [[João Belisário]],&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Francisco Cândido de Brito Lambert]], [[ACLAC, patrono João Batista Corrêa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Lagartas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* lista dos [[Jornais]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí, criação do município]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Passeando pelas estradas de Cambuí pela Street View]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== E ainda  ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* listas dos [[Padres]] que trabalharam e dos [[Padres nascidos em Cambuí]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Colégio Estadual Antônio Felipe de Salles, CEAFS, 50 anos]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* receitas: [[Virado de banana]], [[Quibebe]], [[Doce de abóbora]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Prefeitos - de 1892 a 1947]], [[Prefeitos - de 1947 até hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí na internet]], [[Lembranças de Cambuí, Facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cine Cambuí]], [[Lendas urbanas]], [[Apelidos]], [[O Montanhês]], [[Os primeiros]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[A Enchente, João Batista Teixeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[O nome da praça Coronel Justiniano Quintino]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
'''Sugestão:''' [[Como escrever para esta wikipédia]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
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		<title>Página principal</title>
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&lt;div&gt;== A Wikipédia de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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== Sobre a ACLAC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[ACLAC - Estatuto]], [[ACLAC - Patronos e acadêmicos]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* textos dos acadêmicos sobre os patronos ''Antônio Cândido de Mello e Souza, Bento Bueno de Morais, Cândido de Brito Lambert, Felisindo Finamor, Helena Maria Carvalho Ferraz, Henderson Antônio Braz de Morais, João Batista Corrêa, José dos Reis, João Marinho, Lázaro Silva, Levindo Furquim Lambert, Maria do Carmo Nascimento, Neuman Pereira Fanuchi, Olímpio Nogueira Figueiredo e Wanderley Meyer''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procure o texto em ''Pesquisa'', no alto à direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Textos recentes ==&lt;br /&gt;
* [[As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti]], [[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]], [[João Belisário]],&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Francisco Cândido de Brito Lambert]], [[ACLAC, patrono João Batista Corrêa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Lagartas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* lista dos [[Jornais]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí, criação do município]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Passeando pelas estradas de Cambuí pela Street View]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== E ainda  ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* listas dos [[Padres]] que trabalharam e dos [[Padres nascidos em Cambuí]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Colégio Estadual Antônio Felipe de Salles, CEAFS, 50 anos]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* receitas: [[Virado de banana]], [[Quibebe]], [[Doce de abóbora]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Prefeitos - de 1892 a 1947]], [[Prefeitos - de 1947 até hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí na internet]], [[Lembranças de Cambuí, Facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cine Cambuí]], [[Lendas urbanas]], [[Apelidos]], [[O Montanhês]], [[Os primeiros]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[A Enchente, João Batista Teixeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[O nome da praça Coronel Justiniano Quintino]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [https://www.facebook.com/groups/992410460792401/\ ACLAC no Facebook]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sugestão: [[Como escrever para esta wikipédia]] &lt;br /&gt;
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Consulte também o [//meta.wikimedia.org/wiki/Help:Contents Manual de Usuário] para informações de como usar o software wiki.&lt;br /&gt;
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		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=682</id>
		<title>Página principal</title>
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				<updated>2015-10-09T00:17:26Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Wikipédia de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta wikipédia começou no dia 23 de setembro de 2015. É um projeto da '''ACLAC - Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências''' - para reunir informações sobre Cambuí. Já podem ser encontrados aqui: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a ACLAC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [https://www.facebook.com/groups/992410460792401/\ ACLAC no Facebook]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[ACLAC - Estatuto]], [[ACLAC - Patronos e acadêmicos]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* textos dos acadêmicos sobre os patronos ''Antônio Cândido de Mello e Souza, Bento Bueno de Morais, Cândido de Brito Lambert, Felisindo Finamor, Helena Maria Carvalho Ferraz, Henderson Antônio Braz de Morais, João Batista Corrêa, José dos Reis, João Marinho, Lázaro Silva, Levindo Furquim Lambert, Maria do Carmo Nascimento, Neuman Pereira Fanuchi, Olímpio Nogueira Figueiredo e Wanderley Meyer''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procure o texto em ''Pesquisa'', no alto à direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Textos recentes ==&lt;br /&gt;
* [[As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti]], [[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]], [[João Belisário]],&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Francisco Cândido de Brito Lambert]], [[ACLAC, patrono João Batista Corrêa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Lagartas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* lista dos [[Jornais]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí, criação do município]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Passeando pelas estradas de Cambuí pela Street View]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== E ainda  ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* listas dos [[Padres]] que trabalharam e dos [[Padres nascidos em Cambuí]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Colégio Estadual Antônio Felipe de Salles, CEAFS, 50 anos]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* receitas: [[Virado de banana]], [[Quibebe]], [[Doce de abóbora]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Prefeitos - de 1892 a 1947]], [[Prefeitos - de 1947 até hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí na internet]], [[Lembranças de Cambuí, Facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cine Cambuí]], [[Lendas urbanas]], [[Apelidos]], [[O Montanhês]], [[Os primeiros]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[A Enchente, João Batista Teixeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[O nome da praça Coronel Justiniano Quintino]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
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		<title>Página principal</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Wikipédia de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta wikipédia começou no dia 23 de setembro de 2015. É um projeto da '''ACLAC - Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências''' - para reunir informações sobre Cambuí. Já podem ser encontrados aqui: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a ACLAC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
- [[ACLAC - Estatuto]], [[ACLAC - Patronos e acadêmicos]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- textos dos acadêmicos sobre os patronos ''Antônio Cândido de Mello e Souza, Bento Bueno de Morais, Cândido de Brito Lambert, Felisindo Finamor, Helena Maria Carvalho Ferraz, Henderson Antônio Braz de Morais, João Batista Corrêa, José dos Reis, João Marinho, Lázaro Silva, Levindo Furquim Lambert, Maria do Carmo Nascimento, Neuman Pereira Fanuchi, Olímpio Nogueira Figueiredo e Wanderley Meyer''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procure o texto em ''Pesquisa'', no alto à direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Textos recentes ==&lt;br /&gt;
* [[As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti]], [[Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti]], [[João Belisário]],&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Francisco Cândido de Brito Lambert]], [[ACLAC, patrono João Batista Corrêa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Lagartas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* lista dos [[Jornais]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí, criação do município]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Passeando pelas estradas de Cambuí pela Street View]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== E ainda  ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* listas dos [[Padres]] que trabalharam e dos [[Padres nascidos em Cambuí]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Colégio Estadual Antônio Felipe de Salles, CEAFS, 50 anos]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* receitas: [[Virado de banana]], [[Quibebe]], [[Doce de abóbora]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Prefeitos - de 1892 a 1947]], [[Prefeitos - de 1947 até hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí na internet]], [[Lembranças de Cambuí, Facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cine Cambuí]], [[Lendas urbanas]], [[Apelidos]], [[O Montanhês]], [[Os primeiros]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[A Enchente, João Batista Teixeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[O nome da praça Coronel Justiniano Quintino]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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* [//www.mediawiki.org/wiki/Special:MyLanguage/Localisation#Translation_resources Traduza o MediaWiki para seu idioma]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=Grupo_Escolar_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=672</id>
		<title>Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Criação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Formandos de 1960 ==&lt;br /&gt;
Professora D. Maria de Paiva Bueno.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
 Aracy Clorado da Silva 5,4&lt;br /&gt;
 Benedito Aparecido Godoi 6,4&lt;br /&gt;
 Eisler Robson Eiras dos Santos 5&lt;br /&gt;
 Eneida Carvalho Ferraz 8,6&lt;br /&gt;
 Francisco José Pereira 5&lt;br /&gt;
 Herculano Antonio Lambert Duarte 7,3&lt;br /&gt;
 João Bernardino Barbosa 7,8&lt;br /&gt;
 João Tertuliano de Lima 8&lt;br /&gt;
 José Aparecido Ribeiro da Costa 6,2&lt;br /&gt;
 José Carlos de Oliveira 6,6&lt;br /&gt;
 José Maria Marques 6,5&lt;br /&gt;
 Kazuko Nemoto 6,7&lt;br /&gt;
 Luís Carlos Silva Eiras 7,9&lt;br /&gt;
 Maria de Jesus 6,9&lt;br /&gt;
 Maria Elizabeth dos Santos 6,1&lt;br /&gt;
 Maria Expedita Marques 5,5&lt;br /&gt;
 Mercedes Almeida da Costa 6,5&lt;br /&gt;
 Mercedes Maria de Jesus 6&lt;br /&gt;
 Miriam Conde de Araújo 6,3&lt;br /&gt;
 Pedro Celso Cruz 7,7&lt;br /&gt;
 Ruth Aparecida de Oliveira 5,5&lt;br /&gt;
 Sebastiana Ferreira da Silva 5&lt;br /&gt;
 Sebastião Pereira de Souza 5,7&lt;br /&gt;
 Terezinha Aparecida Ferreira 5,7&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=Grupo_Escolar_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=671</id>
		<title>Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Criação ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Formandos de 1950 ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=670</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 - Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=669</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-08T15:33:46Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=668</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1872 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1972 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922 Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=664</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-08T15:28:24Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Mausoléu no Cemitério de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Carlos Francisco de Assumpção Cavalcanti de Albuquerque nascido na Parahyba a 20 de março de 1972 e barbaramente assassinado nesta cidade dia 5 de abril de 1922&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saudades de sua esposa e filhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=663</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-08T14:27:48Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''', ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-08T14:27:29Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: /* Referências: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''',''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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				<updated>2015-10-08T14:26:33Z</updated>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Três Tristes Tigres''',Guillermo Cabrea Infante, José Olympio Editora, 2009, ''A morte de Trotsky narrada por vários escritores cubanos, anos depois - ou antes'', págs. 249-288.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=660</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-08T14:19:27Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[João Belisário]]&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
''24'' &amp;quot;Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. ''25'' Disseram-lhe, pois, os outros discípulos:             Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.'' &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
('''João''' 20, 24-25)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Na [[Cruz do Rosário]], no final da hoje Avenida Tiradentes, aparecia o ''Homem de Capa Preta'', que rouba crianças e fazia mal às moças. Nunca foi encontrado. Nem ele, nem as vítimas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No passeio principal do [[Cemitério]] num túmulo à direita, próximo da entrada, minava água que, apesar dos óbvios riscos para a saúde, era milagrosa - apesar de nenhum milagre ser registrado;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 60, com o sucesso da novela '''Direito de Nascer''', na TV Tupi, foi descoberto que foi um cambuiense quem escreveu a novela, cujos capítulos foram roubados pela emissora. Nunca foi explicado como ''Félix B. Caignet'' conseguiu copiá-los de Cambuí para o rádio em Cuba em 1948;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* No final dos anos 60, uma menina suava colorido. Saiu até no '''O Cruzeiro'''. A causa poderia ser os espíritos. Ou a tinta de papel crepom. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos anos 80, a atriz ''Maria Zilda'' deu uma entrevista de madrugada num programa de televisão dizendo que sua mãe tinha nascido em Cambuí. A pessoa que contava não tinha visto o programa, mas ouviu de dizer de alguém, que não-sei-quem tinha visto;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]] matou o juiz Dr. Carlos Cavalcanti, na Praça da Matriz, no início dos anos 20. Foi preso, julgado e absolvido por falta de provas. Há quem tenha o processo, mas não pode mostrá-lo para não provocar problemas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''Luís Carlos Silva Eiras''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo pode ser completado por você.&lt;/div&gt;</summary>
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== A Wikipédia de Cambuí ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta wikipédia começou no dia 23 de setembro de 2015. É um projeto da '''ACLAC - Academia Cambuiense de Letras, Artes e Ciências''' - para reunir informações sobre Cambuí. Já podem ser encontrados aqui: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Sobre a ACLAC ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[ACLAC - Estatuto]], [[ACLAC - Patronos e acadêmicos]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- textos dos acadêmicos sobre os patronos ''Antônio Cândido de Mello e Souza, Bento Bueno de Morais, Cândido de Brito Lambert, Felisindo Finamor, Helena Maria Carvalho Ferraz, Henderson Antônio Braz de Morais, João Batista Corrêa, José dos Reis, João Marinho, Lázaro Silva, Levindo Furquim Lambert, Maria do Carmo Nascimento, Neuman Pereira Fanuchi, Olímpio Nogueira Figueiredo e Wanderley Meyer''. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Procure o texto em ''Pesquisa'', no alto à direita.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Textos recentes ==&lt;br /&gt;
* [[As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[João Belisário]], [[Francisco Cândido de Brito Lambert]], [[ACLAC, patrono João Batista Corrêa]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Lagartas]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* lista dos [[Jornais]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Cambuí, criação do município]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Passeando pelas estradas de Cambuí pela Street View]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== E ainda  ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- listas dos [[Padres]] que trabalharam e dos [[Padres nascidos em Cambuí]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Colégio Estadual Antônio Felipe de Salles, CEAFS, 50 anos]];&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- receitas: [[Virado de banana]], [[Quibebe]], [[Doce de abóbora]]; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Prefeitos - de 1892 a 1947]], [[Prefeitos - de 1947 até hoje]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cambuí na internet]], [[Lembranças de Cambuí, Facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[Cine Cambuí]], [[Lendas urbanas]], [[Apelidos]], [[O Montanhês]], [[Os primeiros]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[A Enchente, João Batista Teixeira]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- [[O nome da praça Coronel Justiniano Quintino]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências: ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono José dos Reis]]&lt;br /&gt;
[[ACLAC, patrono Levindo Furquim Lambert]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Biogeografia de uma cidade mineira, livro]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;179.197.165.173: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e filhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. Lamentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id>http://www.cambui.wiki.br/index.php?title=As_mortes_de_Dr._Carlos_Cavalcanti&amp;diff=653</id>
		<title>As mortes de Dr. Carlos Cavalcanti</title>
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				<updated>2015-10-08T10:56:26Z</updated>
		
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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e fi¬lhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. La¬mentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutalmente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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				<updated>2015-10-08T10:55:26Z</updated>
		
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&lt;div&gt;== José dos Reis ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 1922, quatro meses após a fundação do partido oposicionista, vem a Cambuí, em visita pastoral, D. Octavio Chagas de Miranda, Bispo de Pouso Alegre. Nossa ocasião a cidade estava às escuras e por isso foi ligado ao cinema um possante holofote paro iluminar a parte superior da praça quando S. Excia. Revma., paramentando-se em casa do sr. Herculano Duarte, tivesse de se dirigir à Igreja. Ligado o holofote, cujos raios de luz partiam de uma das janelas do prédio onde funcionava o cinema, a parte inferior da praça, a começar da janela da referida casa de diversões, ficava na mais completa escuridão. Às sete horas da noite a luz forte do holofote ilumina a parte de cima da praça enquanto o Sr. Bispo Diocesano, paramentado, dirigi-se para o Templo. Nessa mesma hora o sr. dr. juiz de direi¬to da comarca, em companhia de sua esposa e fi¬lhos, deixa sua residência e se encaminha à Igreja subindo pelo lado esquerdo da praça onde a escuridão era intensa e impenetrável. Caminhava o magistrado despreocupadamente entre sua senhora e filhos quando, inopinadamente, traiçoeiramente, é atingido na nuca por uma desproporcional carga de chumbo, caindo ensanguentado e quase sem vida no passeio da praça municipal da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''João Belisário, sua vida e seus crimes''', edição do autor, 1955, págs. 20-31.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Levindo Furquim Lambert ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desaparecido o Coronel Justiniano em 6 de dezembro de 1911, passa a política local a um colegiado -  o diretório do PRM, orientado pelo Dr. Carlos Francisco D'Assunção Cavalcanti de Albuquerque, genro do prestigioso chefe falecido. Não houve alteração substancial no ritmo de seus propósitos com a nova ordem política. A cidade era pacata e seu povo ordeiro e simples. Não tiveram óbices o colegiado e seu orientador durante décadas de vivência política. Tudo corria normalmente, a despeito de um que outro incidente ou acontecimento a propiciar alteração na harmonia de seu povo, mas vencido o impasse, por ventura ocorrido ou conformada com o inevitável prosseguia a população no trabalho do dia-a-dia, mais preocupada com a tranquilidade doméstica do que com os percalços da política.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, nos fins de 1922 abre-se uma brecha profunda no arcabouço e no ambiente costumeiro da cidade: o Promotor de Justiça, Dr. Múcio de Abreu e Lima, sob o fundamento de que não cabia legalmente nem moralmente a um magistrado orientar partido político, organiza grei de oposição, entregando sua chefia ao Major Higino de Oliveira César. La¬mentavelmente, no entanto, iniciava-se a nova organização política sob o signo da contradição, pois se ao Juiz de Direito vedavam a lei e a moral, justificativas para a direção político-partidária, por igual, esse direito não poderia ser exercido pelo Promotor de Justiça, sujeito a idênticas restrições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Dr. Carlos Cavalcanti aceitou o desafio e arregimentou seus amigos e correligionários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deflagrou-se a luta, salpicada, dia-a-dia, por incidentes que punham em risco a tranquilidade do município. O Dr. Drauzio Vilhena de Alcântara, Juiz de Direito de Pouso Alegre, porque tinha especial apreço por Cambuí, onde iniciara sua vida pública, promoveu entendimentos em favor de um acordo honroso para ambas as partes, vencido, porém, em suas iniciativas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E a luta prosseguia, aqui-e-ali, prejudicada pela paixão partidária, até que, em certa noite de abril de 1923, é brutal¬mente assassinado em plena Praça Pública o Dr. Carlos Cavalcanti.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tragédia tremenda abalou os alicerces da competição partidária e repercutiu de maneira insólita por todos os quadrantes do Estado. O indigitado assassino  - João Belisário - negou o crime e, como não houvesse testemunha de vista, alcançou absolvição pelo júri local, sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tempos depois, João Belisário é condenado por latrocínio, pena cumprida na Penitenciária do Estado. Faleceu no Paraná.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O trauma causado pela tragédia terrível de abril de 1923 esfriou o entusiasmo da oposição, que se retirou do prélio, ficando nele, sem qualquer vigor também, o partido da situação, o velho PRM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Biogeografia de uma cidade mineira''', Imprensa Oficial, Belo Horizonte,1973, págs. 96-97.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>179.197.165.173</name></author>	</entry>

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